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1 de jun. de 2009

Glicemia

A glicemia (do grego γλεῦκος, mosto, por extensão doce) é a concentração de glicose no sangue ou mais precisamente no plasma.
Nosso corpo transforma alguns dos carboidratos que comemos em glicose e a glicemia é o nível de glicose presente em nosso sangue. Ou seja, quando comemos muito, nossa glicemia aumenta, ao passo que quando comemos pouco, a mantemos baixa.
Mede-se a glicemia através da confirmação dos sinais e sintomas clássicos da glicemia em jejum (exame de sangue onde são verificadas as taxas de glicose no sangue) e do teste padronizado de tolerância à glicose (TTG). (Wikipedia)
Para provas de endurance como a corrida de aventura, o teste glicêmico é um dos importantes testes a serem feitos, que se traduz de maneira muito importante, pois o nível refletirá em resultados de performance.
Um protocolo foi montado para realizar este teste pelo OUTDOOR PERFORMANCE, sistema de treinamento do Clube de Aventura, para avaliar os atletas. O recordatório alimentar começou 24 horas antes do treino físico, na sexta feira, as 16:00. Neste mesmo dia foi feito a avaliação de percentual de massa corporal.A Avaliação dos índices iniciou as 17:00 do sábado e durou 12 horas, com retirada de amostra sanguínea a cada 30 minutos, sendo administrada, após 1 hora, a primeira suplementação, nas primeiras 5 horas, o teste, que procurou se manter fiel as corridas em termos de logistica e organização, foram percorridos cerca de 22km de trekking, e nas horas restantes, 56km de mtb.
Com estes resultados em mãos é possível melhorar performance e avaliar a alimentação nas provas.

27 de abr. de 2009

Aqui nasce o "Velho Chico"

Imagine em conjunto tudo o que a natureza tem de mais encantador: o céu de um azul puríssimo, montanhas coroadas de rochas, cachoeiras majestosas, águas de uma limpidez sem par, o verde cintilante das folhagens e, finalmente, as matas virgens, que exibem todos os tipos de vegetação tropical. Dali, pode-se descortinar a mais vasta extensão de terras que os meus olhos já viram desde que nasci. Num lado, a serra limita o horizonte, mas em todo o resto unicamente a fraqueza dos meus olhos restringia o meu campo de visão. Foram as palavras utilizadas pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, que no começo do século 19 visitou a serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais. Ainda hoje, dois séculos depois, a descrição histórica continua sendo um retrato fiel da paisagem bem preservada dessa região de mais de 200 mil hectares (do tamanho de Luxemburgo) que abrange as cidades de São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória e Capitólio, e que é perfeita para se aventurar.

O Parque Criado em 1972, para proteger a nascente do Rio São Francisco e a fauna e flora do Cerrado, ameaçados de extinção. Sacramento é a terceira portaria do parque que está localizado a 70 km de sua área urbana. No percurso até o Parque foi elaborado o ROTEIRO CAMINHOS DA CANASTRA, com Cachoeiras, Povoados, Fazendas Históricas, todos Sinalizados facilitando o acesso e tornando o passeio mais prazeroso.

Pouco explorada e misteriosa, a região da serra da Canastra guarda uma das mais deslumbrantes e desconhecidas paisagens do Brasil. Durante muito tempo, aquelas plagas mantiveram-se isoladas por precárias estradas de terra e só há poucos anos entraram nos roteiros de viagem como lugar privilegiado para a prática de esportes - em maio a região foi palco da 2ª etapa do Circuito Brasil Wild de corrida de aventura -, vivência ambiental e turismo ecológico. Fica na região do cerrado mineiro, mas apresenta uma vegetação bem variada que inclui campos rupestres e florestas. São mais de 6.000 espécies vegetais, 800 espécies de aves e quase 200 de mamíferos.

Espécie de berçário de rios situado bem no divisor de duas bacias hidrográficas, a do rio Paraná e a do rio São Francisco, a serra da Canastra é um parque de diversões para quem adora atividades outdoor. É perfeita para trekking e mountain bike e tem bons trechos de corredeiras para rafting e canoagem, mas esses esportes ainda são pouco explorados por lá. As cavalgadas combinam perfeitamente com o clima da região. O rapel e a escalada são proibidos na área do parque nacional, o lugar mais visitado da serra, mas as propriedades do entorno estão repletas de cachoeiras com até 300 metros de altura e algumas vias abertas.

Uma estrada corta todo o parque e vias secundárias dão acesso de carro a algumas das principais atrações, como o cânion do rio São Francisco e a parte alta da cachoeira Casca D'Anta, com impressionantes 186 metros de altura, a primeira queda do "Velho Chico". O nome vem da árvore Casca D'Anta, que tem propriedades medicinais cicatrizantes. Segundo os pesquisadores, a anta se esfrega no tronco da árvore para curar ferimentos superficiais, daí a inspiração.

É interessante fazer a travessia do parque na direção Sacramento-São Roque de Minas, pois a viagem terminará no fim da tarde, exatamente na hora em que é possível observar os animais silvestres. Os pássaros são fáceis de avistar. Os veados- campeiros também. Eles ficam sempre perto da entrada para a cachoeira do Rolinho, nos campos ao lado da estrada. Os tamanduás e os lobos-guará são mais difíceis - é preciso uma certa dose de paciência para diferenciá-los no meio da vegetação do cerrado, mas é provável que sejam encontrados ao longo da estrada que leva até a Casca D'Anta (parte alta). Mas, se você não quiser muito esforço, o mais certo é ficar esperando na portaria de São Roque, por volta das 19 horas, quando alguns lobos-guará vêm atrás de comida.

O horário de visitação do parque é das 8 h às 18 h e paga-se uma taxa de 3 reais para entrar. Existem quatro portarias, a principal é a de São Roque que chega à parte alta do parque, onde fica a nascente do São Francisco, a cachoeira do Rolinho (300 metros) e as primeiras quedas d'água da Casca D'anta, cartão-postal da Canastra. A entrada para a parte baixa fica na cidade de Vargem Bonita. Existe uma trilha que liga a parte alta à parte baixa da cachoeira. A entrada via São João Batista é pouco freqüentada, mas vale a pena visitar a cidade, pois ela esconde cachoeiras encantadoras. A entrada por Sacramento é mais utilizada por aqueles que vêm de Delfinópolis e pretendem fazer a travessia do parque de carro. São 95 quilômetros de estrada de terra que atravessam o parque de Sacramento até São Roque de Minas. Fique esperto, pois não existe restaurante ou lanchonete dentro da área do parque.

De abril a outubro é a melhor época para ir à serra. O céu é sempre azul e há pouca possibilidade de chuva. No verão chove praticamente todas as tardes. É aconselhável se informar quanto à condição das estradas e contratar um guia local. A gastronomia mineira é um capítulo à parte, um festival de sabores para os corpos castigados pelas andanças. Se você prefere sossego, evite os feriados, pois o parque costuma ficar cheio. Caso não tenha outra chance a não ser nos feriados, a melhor opção é conhecer os atrativos fora da área do parque, que não deixam nada a dever.

BIKE
Existem muitas trilhas e estradas que cortam o parque. Antes de se aventurar, tenha certeza do caminho que vai fazer ou procure um ciclista local. O "professor" Marcos Silveira é o canal para quem quiser fazer as melhores pedaladas pela região. São mais de 15 anos de pedal pelas trilhas locais. Antes de ingressar no mundo das duas rodas ele foi professor de história e geografia e, por isso, conhece bem mais que só os caminhos da Canastra. Silveira tem um bom faro para previsão do tempo e aponta nomes de plantas e suas aplicações medicinais com exatidão. A Multibike, agência de Marcos, organiza pedaladas de até vários dias e pode dar ótimas dicas para quem quiser pedalar por conta.

PASSEIO
A maior e mais conhecida gruta da Canastra, a gruta do Tesouro, fica numa fazenda a 18 quilômetros de São Roque de Minas, próximo ao distrito de Sobradinho. Tem belas formações de estalactites e estalagmites, rio subterrâneo e uma pequena cachoeira. São quase duas horas de visita, com trechos difíceis onde é preciso rastejar ou ficar com água até a altura do peito. As visitas são monitoradas pela própria família do proprietário, Sr. Miguel, que aluga até lanternas. É recomendável estar acompanhado também de um guia local contratado em São Roque de Minas.

CASCADING
Na cachoeira do Cerradão Uma queda de 125 metros, com os primeiros 40 metros em positivo, seguido por um negativo de 65 metros e depois em positivo bem escorregadio e com água até o fim. Os praticantes já devem ter experiência em técnicas verticais e é preciso fazer um fracionamento de corda no meio da descida. Não existem trilhas para retornar ao topo. O resgate é feito por carro.
Na cachoeira do Nego Ideal para quem não tem muita experiência. A cachoeira tem 45 metros e uma trilha fácil e curta de retorno ao topo.
No desfiladeiro dos Fernandes Durante o inverno a cachoeira fica seca e é boa para iniciante; no verão fica com muita água e requer mais experiência. Tem 40 metros de altura e uma trilha com dificuldade média para retorno ao topo. Atenção: mesmo se as chuvas estiverem distantes, não se deve entrar no desfiladeiro, pois a água aumenta de uma vez, sem aviso, e o risco de acidente é grande.
Na cachoeira do Fundão Com 60 metros de altura, é quase toda negativa, tirando os 7 metros iniciais. A saída é muito difícil e é preciso utilizar técnicas específicas que deverão ser treinadas antes da descida. A trilha de retorno ao topo é de dificuldade média e é preciso saber nadar.

O RAIO-X DO MEDO

O PSIQUIATRA ANDRÉ SOUZA REGO, DO INSTITUTO DE PESQUISAS SISTÊMICAS E DESENVOLVIMENTO DE REDES SOCIAIS (NOOS), DO RIO DE JANEIRO, EXPLICA COMO FUNCIONA O MEDO, SUA FUNÇÃO E O QUE ACONTECE QUANDO SE TEM MEDO DEMAIS (OU DE MENOS)

O QUE O MEDO SIGNIFICA, NA PRÁTICA, PARA O CORPO?
Vivemos esse processo do medo em diversos momentos do dia, como quando precisamos frear bruscamente o carro. Somos inundados por adrenalina, um hormônio que ativa o sistema nervoso simpático, aquele responsável por nos fazer agir e reagir quando preciso. Ele acelera os batimentos cardíacos, aumenta a pressão arterial e a concentração de açúcar no sangue, e ativa o metabolismo geral do corpo. Tudo isso acontece sem que tenhamos controle. Em situações de medo, o corpo fica pronto para reagir, portanto outras funções, como o sono, a fome, a atenção e a libido ficam de lado.

A FUNÇÃO DO MEDO É BASICAMENTE NOS PROTEGER?
Mais do que isso. Somos seres que respondem ao meio ambiente. Nossas respostas possuem apenas duas dimensões, a raiva e o medo. Funciona como um gráfico, sendo a raiva (ou a gana, vontade de viver, energia) a linha vertical e o medo (ou prudência, vontade de sobreviver e se preservar). Pessoas com falta de raiva ou energia estão apáticas. Com excesso, estão irascíveis, provavelmente em estado de euforia ou mania. Já pânico é o medo exacerbado. E medo de menos é distração, que pode significar distúrbio de atenção, por exemplo. Combinações desses desequilíbrios representam todas as manifestações de doenças psiquiátricas. A saúde mental está justamente na capacidade de ter reações flexíveis. Medo quando é preciso, energia quando possível.

É PRECISO TER UM POUCO DE MEDO ENTÃO?
Exato. Veja um exemplo: você decide ir ao jogo do seu time no Maracanã, vestido com a camisa e levando uma bandeira. No entanto, ao sair na rua, vê uma multidão do time adversário bem em frente a sua porta. O excesso de medo poderia fazer com que ficasse trancado no banheiro, paralisado, coração acelerado. É pânico, e faria você perder o jogo. Já medo de menos faria com que você saísse à rua. Igualmente, não chegaria ao jogo, já que a torcida não está nem aí se você está enfrentando ou apenas distraído. A euforia é assim: falta de medo com excesso de energia. O ideal é voltar pra casa, colocar uma camiseta neutra e levar a do time em uma sacola, ligar para o amigo que está vindo encontrar, chamar um táxi. Não seria a reação mais prudente? Tem um pouco de medo nela.

MAS O QUE LEVA O PAVOR A TOMAR CONTA ÀS VEZES?
Nosso corpo funciona como uma máquina, e uma máquina sobrecarregada pifa em algum momento. Quando a demanda de reação de fuga ou luta está muito alta em nosso corpo, ou seja, quando enfrentamos muitas situações que ameaçam nossa integridade física ou identidade existencial, corremos o risco de alguns neurotransmissores "travarem". Aí a pessoa passa a ter reações sem relação de causa e efeito e pode reagir como se tivesse uma arma apontada para a cabeça, suando e com taquicardia, embora não esteja em perigo real. O inverso poderia ocorrer também, e a pessoa ficar deprimida. Esse tipo de coisa tende a acontecer cada vez mais, já que nossas rotinas modernas levam a essa exaustão. Trânsito, violência, excesso de trabalho, internet, celular...

E AS FOBIAS?
Fobias são medos específicos. Devem ser tratadas, assim como o pânico (que é a reação de medo generalizada) e o estresse pós-traumático (que apresenta os mesmos sintomas, mas tem uma causa pontual, como um assalto ou acidente). No entanto, é importante entender que o medo salvou a nossa espécie. Por exemplo: se eu, homem das cavernas, comesse uma planta venenosa, teria o reflexo do vômito na hora. Por fobia, sentiria a mesma vontade quando visse a planta de novo. Isso não protegeria só a mim de um envenenamento, mas também a você. Eu não teria linguagem para explicar que a planta é venenosa, mas, ao ver minha reação, você entenderia que coisa boa não é. Dizem que as mulheres têm mais fobias de barata, aranha e outros animais peçonhentos porque esses já foram grandes perigos para a saúde de sua família.

Texto extraido da revista Go Outside

10 mandamentos da aventura consciente

1 Peça referências e confira se a empresa que está oferecendo o serviço está formalizada e tem alvará de funcionamento.

2 Verifique se a empresa oferece apólice de seguro que cubra atividades de aventura e na natureza.

3 Verifique se a empresa conhece e aplica as normas técnicas brasileiras para a atividade que oferece. Pergunte à empresa se ela tem um sistema de gestão da segurança implementado, conforme a norma.

4 Os equipamentos devem possuir selo de qualidade, internacional ou nacional.

5 Lembre-se: sempre que tirar os pés do chão, esteja de capacete, e sempre que entrar na água, esteja de colete.

6 Aja de acordo com as regras ambientais na sua aventura: não faça fogo, não contamine o rio e ande sempre por trilhas demarcadas. Produza pouco lixo e traga-o de volta.

7 Confira o estado do estojo de primeiros socorros que a empresa estiver levando e tenha na mochila os seus remédios específicos.

8 Seja responsável, conheça e respeite os seus limites.

9 Hidrate-se, alimente-se e mantenhase aquecido. A melhor pessoa para cuidar de você é você mesmo!

10 Conheça o "Programa Aventura Segura" e descubra o nosso país de um jeito novo! Busque nos destinos empresas que tenham aderido ao Aventura Segura. Pratique turismo de aventura com consciência.