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2 de jan. de 2010

À sua Segurança

Você está escalando. Sua corda e seu baudrier são seguros, a ancoragem é à prova de bomba e você se sente seguro. A idéia de uma queda não te preocupa. Porém, toda queda cria uma enorme quantidade de energia. Nós somos criaturas relativamente grandes e a gravidade é uma forçaconsiderável e qualquer pessoa que já tenha segurado uma queda pode confirmar. A força de impacto de uma queda é transmitida através de todo seu sistema de segurança, chegando a atingir o dobro no ponto de ancoragem. Assim, todos os elementos envolvidos no sistema devem sustentar o impacto sem falhar. Muitos escaladores não entendem realmente o conceito de fator de queda, apesar de ser bastante simples.

O fator de queda é a distância da queda dividida pelo comprimento da corda desde o ponto fixo até o escalador que cai. O equipamento está projetado para suportar o fator de queda 2, que é o máximo atingido numa típica queda, onde a distância da uma queda é o dobro do comprimento de corda utilizado. Normalmente um fator de queda 2 pode ocorrer apenas quando o líder da cordada não se utiliza de pontos de proteção e, ao cair, passa do ponto onde está recebendo segurança. A partir do momento que uma proteção é feita, a distância da queda, em função do comprimento da corda, é reduzida e o fator de queda cai abaixo de 2.

O fator de queda é apenas um dos elementos que governam a força de impacto, que ainda é composto pela natureza da corda e o peso do objeto que cai. Então, um dos fatores que pode contribuir na redução da força de impacto é a elasticidade das cordas dinâmicas.

Os sistemas de segurança para escaladas são desenhados ao redor da qualidade de absorção de impacto das cordas dinâmicas, que amortece a queda e reduz a força de impacto e a chance de falha do sistema. A corda dinâmica é desenhada para limitar a força do peso de um escalador (80kg) no pior caso de queda (fator de queda 2) para não mais que 12kN (1200kg). Quanto mais corda utilizada, mais elasticidade para absorver a queda. Por isso uma queda de 4 metros em fator 2 desenvolve aproximadamente a mesma força de impacto que em uma queda de 20 metros, ou seja aproximadamente 9kN (900kg), desde que a corda dinâmica obedeça os padrões da U.I.A.A.. Assim, o aumento da queda e da força de impacto desenvolvida com ela é compensado pelo comprimento de corda disponível que a amortecerá.

As cordas estáticas, tradicionalmente mais usadas em espeleologia e resgates e agora também em rapéis esportivos e mesmo em academias de escalada, são desenhadas minimizar a elasticidade, por isso sua capacidade de absorver impacto é mínima, mas pode ser sentida com mais comprimento de corda. As cordas estáticas não são bem definidas pelos códigos da indústria, como as cordas dinâmicas são, variando em elasticidade de acordo com o fabricante e o país de origem. Quanto menos elasticidade a corda apresentar, maior a força de impacto no conjunto de segurança e também a pessoa presa em sua extremidade. Em uma escalada, uma queda extremamente pequena pode desenvolver força suficiente para ser crítica.

Uma pequena queda de 1,2 metros num cordelete ou numa corda estática, desenvolve 18kN, mais do que suficiente para quebrar o baudrier ou o escalador. Usados para segurança, sem uma corda dinâmica, cordeletes são tão perigosos como cordas estáticas. Uma queda em fator 2 desenvolve força de impacto suficiente para haver risco de falha do cordelete, baudrier e mosquetões, sem mencionar os grandes danos ao esqueleto do escalador. O corpo humano suporta até 12 KN por um curto espaço de tempo sem sérios riscos traumáticos. Aqui vão alguns dos limites de segurança estabelecidos pela U.I.A.A.:

· Ancoragem (pontos de proteção) - 25kN (2500kg)

· Mosquetões - 20kN (2000kg)

· Fitas - 22kN (2200kg)

· Baudrier - 15kN (1500kg)

Numa queda, muita coisa trabalha contra o escalador, e a física é uma delas. No ponto onde a corda retorna, normalmente em um mosquetão, a força da queda é aumentada em aproximadamente 66%, e poderia ser dobrada se não fosse o atrito da corda com o metal. Digamos que máxima força de impacto de 9kN em uma corda dinâmica, a força no mosquetão chega em torno de 15kN. É que a ancoragem seja mesmo a prova de bombas. Caso a matemática fosse aplicada em uma corda estática, o fator de queda 1,9 com sua força de impacto normal de 18kN, torna-se uma força de impacto de 30kN (multiplica-se 18kN por 1,66). Neste caso algum ponto do sistema de segurança falharia.

Sistemas de segurança

Corda

Cadeirinha

Mosquetão

Acessórios

20 de ago. de 2009

BR 135

A organização da Brazil 135 Ultramarathon iniciou o processo de seleção e inscrição para a edição 2010. A prova acontecerá entre os dias 23 e 25 de janeiro e como sempre terá como percurso o trecho mais difícil do Caminho da Fé, no sul de Minas Gerais, junto à Serra da Mantiqueira.
A BR 135 Ultra faz parte da Copa do Mundo de Corridas de 135 Milhas - "BAD135 World Cup" - uma iniciativa da empresa americana AdventureCorps, promotora da corrida Badwater 135 no Deserto do Vale da Morte na Califórnia - EUA. A Copa do Mundo é formada pelas provas:
Badwater Ultramarathon - Corrida no Deserto
Arrowhead Ultramarathon - Corrida no Gelo
BR 135 Ultramarathon - Corrida nas Montanhas
O campeão no ano passado foi o atleta mineiro Marco Farinazzo, que além de vencer a prova ainda bateu o recorde de Walmir Nunes, considerado o melhor ultramaratonista do mundo. O recorde anterior, de 27h26, ficou dois anos sem ser superado, até que Farinazzo completou os 217 quilômetros em 26h43.
São dois os processos existentes para que você possa correr a Brazil 135 Ultramarathon. Leia os procedimentos abaixo:
1 - Processo de seleção
a) baixar o arquivo do site oficial;
b) preencher o arquivo e enviá-lo para o e-mail informado;
c) aguardar a resposta da organização da prova.
O seu curriculo será analisado pela “Comissão de Análise de Curriculos” e uma resposta será enviada. Caso aceito, você receberá um e-mail contendo as instruções para fazer a inscrição.
2 - Processo da InscriçãoO email de resposta trará detalhadamente o que deverá ser feito para garantir a sua participacao na Brazil 135 Ultramarathon de 2010.
Período para envio dos curriculos e quantidade de vagas
Atletas com equipe de apoio (60 vagas) - 15 de agosto a 5 de setembro. Você deverá receber uma resposta até 15 de setembro.
Atletas em equipe - revezamento (30 vagas / duplas e trios) - 15 de agosto a 30 de setembro. Você deverá receber uma resposta até 10 de outubro.
Mais info: http://www.brazil135.com.br/ - Adventuremag

13 de jul. de 2009

Vive Le Tour


Contra relógio por equipes - Equipe Astana de Contador (uniforme amarelo e vermelhor de campeão espanhol). No fundo Lance Armstrong com o capacete preto e prata.

























26 de jun. de 2009

Façam suas apostas

Dia 4 de julho, data que a França comemora a queda da Bastilha será dada a largada, em Mônaco, o 96º Tour de France, que terá 21 etapas e irá até o dia 26. A imprensa e a própria logo do evento vem destacando as voltas às montanhas e a volta ao Monte Ventoux.
Destas 21 etapas, 10 são planas, 7 são de montanha, 1 intermediária, 1 de contra-relógio por equipes e 2 individuais. Das etapas de montanha, teremos 20 com categoria 1 e 2, os maiores níveis de escalada do ciclismo profissional e 3 chegadas em montanha, e passará pela espanha, suiça, mônaco e itália.
A maior etapa terá 224km e será de montanha, passando pela espanha.
Todas as 20 equipes do Pro Tour, somente 2 equipes são norte-americanas. o restante européias.
O favoritismo da prova gira em torno de nomes como Cadel Evans (bi-vice-campeão), Alberto Contador (vencedor 2008), seu companheiro de equipe, Lance Armstrong (hepta-campeão).
Em entrevista, Cadel Evans, disse que a Astana é o time mais forte da história do Tour, mas que não é um time imbatível, e ainda afirmou que Contador é favorito, mas já sabe como vencê-lo. Evans disse que não descarta Lance Armstrong na briga pelo título.
No ano passado, Evans sofreu com a CSC de Sastre, Cancellara e os irmãos Schleck. Será que ele aprendeu a lição para enfrentar o “melhor time de história”?

19 de jun. de 2009

Pontos Culminantes do Brasil

A linha de divisa entre uma montanha com múltiplos cumes e outra montanha separada nem sempre é clara. Um modo intuitivo e popular de distinguir as montanhas independentes dos cumes subsidiários é aplicar a definição da proeminência topográfica. Uma consequência é que neste tipo de listagens são omitidos frequentemente os cumes subsidiários que se ligam a outros mais altos por tergos muito altos, e por isso são de baixa proeminência mas grande altitude. Tais cumes incluem-se na lista abaixo, mas não são numerados.
É altamente improvável que todas as altitudes dadas estejam corretas até à unidade (metro); de fato, problemas de definição do nível do mar colocam-se quando uma montanha é distante do mar. Diferentes fontes diferem muitas vezes em vários metros, e as altitudes indicadas abaixo podem ser diferentes das de outras fontes de pesquisa. Estas discrepâncias servem para alertar para as eventuais imprecisões nas altitudes indicadas (Wikipédia).
Observe a lista abaixo:
1. Pico da Neblina 2993m. - Planalto das Guianas Guiana/Brasil
2. Pico 31 de Março 2982m. - Planalto das Guianas, Guiana Guiana/Brasil
3. Pico da Bandeira 2892m. Serra do Caparaó/Brasil
4. Sem Nome 2852m. - Serra do Caparaó/Brasil
5. Pico do Calçado 2849m. - Serra do Caparaó/Brasil
6. Sem Nome 2818m. - Serra do Caparaó/Brasil
7. Pedra da Mina 2798m. - Serra da Mantiqueira/Brasil
8. Pico das Agulhas Negras 2.791m. - Serra da Mantiqueira/Brasil
9. Pico do Cristal 2769m. - Serra do Caparaó/Brasil
10. Monte Roraima 2739m. - Serra de Pacaraima/Brasil
Esta lista foi formulada em 2001, onde diversos picos sofreram alteração pelas medições realizadas pelo IBGE e Instituto Militar do Exército.

A maior diferença foi notada na medição da Pedra da Mina, situada na divisa dos estados de Minas e São Paulo, com acréscimo de 28 metros, seguido pelo Pico da Neblina que perdeu 20 metros.
O maior ponto do sul do Brasil é o Pico Paraná, com 1.877m., seguido pelo Caratuva.

6 de jun. de 2009

Escalando em Yosemite


Escalar no Yosemite está para os escaladores, como o Ironman do Hawaii para os triatletas. Para os brasileiros não é diferente. Boa parte dos escaladores de rocha brasileiros sonha algum dia escalar em Yosemite, o famoso parque nacional americano, aquele paraíso que você, com certeza já ouviu falar e vale uma viagem até a Califórnia.
Yosemite é a meca da escalada em rocha, e tem milhares de vias em todos os estilos, incluindo muitas vias clássicas de escalada livre e as big walls mais famosas do mundo. Paredes de rocha com mais de 1000 metros de altura, como a face frontal do El Captain, Half Dome, entre vales incríveis e dezenas de cachoeiras, lagos, trilhas e atrações.
O parque tem duas áreas principais de escalada: Yosemite Valley e Tuolumne Meadows. Em Yosemite Valley, a temporada de escalada vai de Maio a Novembro. Em Tuolumne Meadows, de Junho a Outubro. Julho e Agosto são meses em que o parque fica lotado por causa das férias escolares. Na Primavera, as cachoeiras funcionam a plena potência, alimentadas pelo derretimento da neve. No Outono, várias delas secam. Em Novembro, começa a nevar no parque (o nome Sierra Nevada não foi dado por acaso). Durante o Inverno, a Tioga Road fica interditada e as trilhas só podem ser percorridas com esquis de travessia. Em geral, a previsão do tempo fica afixada nas guarderias e entradas de acampamentos, o que facilita o planejamento das escaladas.
O esquema mais comum é ir de avião até San Francisco e, lá, alugar um carro para ir a Yosemite (umas 5 horas de viagem). Em 1996, gastamos, cada um, US$ 950 com a passagem aérea de São Paulo a Los Angeles (até San Francisco é um pouco mais caro). O aluguel do carro, um Ford Escort, ficou em US$ 750 por quatro semanas, incluindo seguro e impostos (esse valor pode ser dividido em várias pessoas).
Compre um guia rodoviário Rand McNeally, à venda em farmácias, supermercados, livrarias e lojas de equipamento. Vai ser muito útil para achar o caminho nas estradas. Há dois postos de gasolina dentro do parque, um na Tioga Road, perto de Crane Flat, e outro em Yosemite Village. Para saber o preço da entrada no parque (parece que aumentou desde que estivemos lá), consute o site Yosemite Park Information.
As opções de hospedagem em Yosemite vão desde simples cabanas de lona, em Curry Village, até um hotel bastante luxuoso, o Ahwahnee. No entanto, todos esses lugares exigem reserva com muita antecedência. A maioria dos escaladores prefere mesmo acampar no parque. É proibido acampar fora das áreas oficiais de acampamento, que ficam lotadas no verão. As reservas devem ser feitas com antecedência, por meio da empresa Destinet. Paga-se uns US$ 10 - US$ 15 por dia, por área (para até 6 pessoas em duas barracas). Os acampamentos são ótimos - confortáveis, limpos e agradáveis. O único que não aceita reservas é o Sunnyside (Campo 4, para os íntimos). Nele, quem chegar primeiro (de manhã, bem cedo) pega o lugar. Lá, cobra-se por pessoa (US$ 3), e não por área.
O Campo 4 foge um pouco ao padrão dos demais acampamentos. Ele é menos arborizado, mais cheio de gente e, lá, não se pode entrar com o carro. Em compensação, quase todo mundo que acampa lá é montanhista e, é o lugar certo para ficar se você estiver sozinho, em busca de companhia para escalar. Quando estive no parque, não havia lugar em Yosemite Valley. Há um limite de permanência de, no máximo, uma semana em cada acampamento. Os acampamentos de Yosemite Valley permanecem abertos durante todo o ano, mas aqueles localizados em altitudes maiores só funcionam no verão. Em Tuolumne Meadows, quase tudo fecha em Setembro ou, no máximo, no início de Outubro. Portanto, se você pretende escalar lá, planeje com cuidado as datas.
Se você planeja fazer alguma caminhada ou escalada com mais de um dia de duração, vai precisar de uma licença para acampamento selvagem (wilderness permit), que pode ser conseguida no próprio parque ou reservada com antecedência. Para obter mais informações sobre os acampamentos e permits, visite o site do National Park Service.
Em qualquer lugar da Sierra Nevada, tenha muito cuidado com os ursos. Para saber mais sobre isso, leia Encontro com Zé Colméia.
Se você pretende ficar bastante tempo acampado, vale a pena ter alguns luxos como um lampião a benzina, uma barraca espaçosa e um colchonete bem confortável. Aliás, a benzina nos Estados Unidos é baratíssima e pode ser comprada em qualquer loja de material para camping ou nos mercadinhos dos parques.
A comida pode ser comprada em supermercados, em alguma cidade, antes de entrar no parque. Lá dentro, há alguns mercadinhos, mas os preços são mais altos e não há muita variedade. Em lojas de material de montanhismo, é possível encontrar excelente comida de expedição, leve e muito saborosa. Quando você estiver com preguiça de cozinhar, pode recorrer aos vários restaurantes e lanchonetes que existem no parque.
Leve material adequado ao tipo de via que você pretende escalar.
Se você estiver escalando numa única cordada de dois, é melhor usar segurança com corda dupla (duas cordas de 50 m de comprimento por 8,5 ou 9 mm de diâmetro), já que praticamente todos os rapéis em Yosemite exigem duas cordas.
Para as escaladas em bigwall, a lista de equipamento varia muito dependendo da via.

5 de jun. de 2009

Sistema de Graduação

Na escalada, se usamos expressões do tipo, "fácil", "moderada" ou "difícil", ficaria um tanto vaga, um tanto imprecisa. Para que haja um parâmetro e evolução do próprio esporte, como classificaríamos uma escalada que não é nem moderada, nem difícil? Para ter maior precisão cada via passou a receber um grau, que é dado por comparação com outras vias. Assim foram criados os sistemas. Os mais conhecidos são o francês e o americano.

O sistema brasileiro é constituído, em geral, por três partes, ou seja, para classificarmos uma escalada usamos três codificações, como por exemplo: 5° VIsup A1.

A primeira é o grau geral da via, que está presente na maior parte da escalada e leva em conta também o tamanho da via, a distância entre os grampos e outros fatores. Vai do 3° grau (fácil) até o 12° grau (extremamente difícil). Neste exemplo citado, temos uma via de quinto grau.

A segunda parte define o grau do lance chave da via, também conhecido como "crux". Pode aparecer também a abreviação 'sup' (de superior) ou uma letra. Até o sexto grau é utilizado um 'sup' para definir que este lance tem uma dificuldade superior ao grau citado porém ainda inferior ao seguinte. A partir do sétimo, para aumentar a precisão, são utilizadas as letras minúsculas 'a', 'b' e 'c'. No exemplo a via é de quinto grau com lance de sexto sup.

A terceira parte expressa a dificuldade de passagens artificiais da via, que só aparecerão se existirem; grau que varia de A0 até A5 e leva em consideração as proteções, o tipo de rocha, a inclinação da parede e, principalmente, o potencial de queda. Essa classificação é utilizada em todo o Brasil, porém se voce for escalar em outros países, existe uma tabela de equivalência, conforme segue:

A graduação de via é normalmente dada por escaladores experientes, que fecham a via "on-sight", ou seja, guiando em livre, sem conhecimento prévio da via, para que possam dar um parâmetro em comparação com outras vias, já escaladas de graduação semelhante. Além disso, deve-se levar em consideração o estilo de escalada, técnica, rocha, entre outros. Existem vias que podem sofrer alteração de graduação, com perda de algumas agarras que se soltam, podendo subir, ou abaixar seu grau.
Uma das vantagens do sistema brasileiro é a menção do grau geral e do crux da via em separado, ao contrário do que acontece em sistemas como o americano e o francês, que tomam como grau de uma escalada apenas o grau do seu lance mais difícil.
O sistema aqui proposto procura manter esta e outras qualidades deste sistema e ao mesmo tempo acrescentar algumas inovações que o tornem mais atual e eficiente.
Para medir o grau de exposição utilizamos a letra "E", que vai de E1 a E5, que mede o grau de proteção da via; uma via E1 é bem protegida, a exemplo de vias na falésia do anhangava e E5, vias altamente perigosas, como algumas em Salinas - RJ. O fator de exposição é opcional no grau da via, pode-se colocar como omitir. Normalmente, em passadas fáceis, diminui-se as proteções, que se concentram em lances chaves.
Outro grau medido é o de duração da escalada, representado pela letra "D", de 1 a 7, sendo D1, vias de poucas horas a 7, que abrangem expedições dom vários dias de escalada.
Por padrão, utiliza-se em vias de falésias ou esportivas curtas, somente o grau geral da via, e nos boulders, a classificação é feita pela letra "V", sendo o V0 (V-zero) o boulder mais fácil, equivalendo a um sexto sup e V-15 o mais difícil.
Os clubes e escaladores tentam ao máximo uma padronização desta modalidade de graduação, que em termos técnicos, atende as necessidades dos escaladores.

1 de jun. de 2009

Glicemia

A glicemia (do grego γλεῦκος, mosto, por extensão doce) é a concentração de glicose no sangue ou mais precisamente no plasma.
Nosso corpo transforma alguns dos carboidratos que comemos em glicose e a glicemia é o nível de glicose presente em nosso sangue. Ou seja, quando comemos muito, nossa glicemia aumenta, ao passo que quando comemos pouco, a mantemos baixa.
Mede-se a glicemia através da confirmação dos sinais e sintomas clássicos da glicemia em jejum (exame de sangue onde são verificadas as taxas de glicose no sangue) e do teste padronizado de tolerância à glicose (TTG). (Wikipedia)
Para provas de endurance como a corrida de aventura, o teste glicêmico é um dos importantes testes a serem feitos, que se traduz de maneira muito importante, pois o nível refletirá em resultados de performance.
Um protocolo foi montado para realizar este teste pelo OUTDOOR PERFORMANCE, sistema de treinamento do Clube de Aventura, para avaliar os atletas. O recordatório alimentar começou 24 horas antes do treino físico, na sexta feira, as 16:00. Neste mesmo dia foi feito a avaliação de percentual de massa corporal.A Avaliação dos índices iniciou as 17:00 do sábado e durou 12 horas, com retirada de amostra sanguínea a cada 30 minutos, sendo administrada, após 1 hora, a primeira suplementação, nas primeiras 5 horas, o teste, que procurou se manter fiel as corridas em termos de logistica e organização, foram percorridos cerca de 22km de trekking, e nas horas restantes, 56km de mtb.
Com estes resultados em mãos é possível melhorar performance e avaliar a alimentação nas provas.

25 de mai. de 2009

Pedalando com griffe

Para comemorar os 60 anos, a italiana ferrari lançou, em 2007, uma bicicleta estradeira, juntamente com a também italiana Colnago, tradicional fábrica de bikes de ponta. Um levíssimo quadro de carbono, equipado com componentes Campagnolo. Pela bagatela de 18mil dólares, voce pode ter uma ferrari edição limitada.

11 de mai. de 2009

Mínimo impacto

É comum hoje as pessoas buscarem ambientes naturais para atividade de lazer, que vão desde um simples passeio até a prática de esportes de natureza. Que bruscamente tem se refletido na paisagem, pois a maioria destes locais, a natureza é frágil e precisa ser tratada com cuidado, que depende muito do comportamento dos visitantes.
Seguindo algumas regras simples, poderemos ajudam a proteger o meio ambiente.
Abaixo estão alguns Princípios de Conduta Consciente em Ambientes Naturais:
1 - Planejamento é fundamental
• Informe-se sobre as condições climáticas.
• Viaje em grupos pequenos, que causam menos impacto.
• Evite viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
• Escolha as atividades que vai realizar conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

2 - Cuide das trilhas, dos locais de acampamento e respeite os animais
• Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas, mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. Se você contorna a parte danificada de um trilha, o estrago se tornará maior no futuro. Não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
• Acampando, evite áreas frágeis. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedra ao acampar.
• Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca.
• Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!
• Não alimente os animais. Eles podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos. Eles também podem adoecer por causa delas.
• Não queime, nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
• Caso não haja banheiros na área, cave um buraco com mais ou menos 15 cm de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação.

3 - Deixe cada coisa em seu lugar
• Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes, etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
• Resista a tentação de levar ‘lembranças’ para casa. Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias.

4 - Seja cortês com outros visitantes
• Evite fazer barulho, ele assusta os animais e outras pessoas não são obrigadas a compartilhar os mesmos gostos que você. Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa ou troque-os por um discman ou MP3 player.
• Deixe os animais domésticos em casa.
• Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Meio ambiente e Ética

Apesar da escalada ser um esporte que não é regida por regras formais, existe ética para respeitarmos os conquistadores, os escaladores e o meio ambiente e, é necessário seguirmos um conjunto de princípios, que vêm sendo definidos ao longo de gerações, fundamentados na ética ambiental e no respeito mútuo entre os escaladores. A ética ambiental é definida a partir de atitudes ou utilização de técnicas que ajudam a reduzir ao máximo o impacto da passagem do escalador pela montanha.
O respeito entre escaladores, por sua vez, é baseado principalmente no respeito às vias conquistadas, que não devem ser alteradas, e compreendidas como um patrimônio de todos os escaladores, atuais e futuros. devendo dese modo ser preservados os diferentes estilos e concepções de conquista, que fazem da escalada em rocha um esporte tão rico, único e especial.
Com pequenas ressalvas, que variam de clubes de montanha para outros, basicamente a ética no montanhismo é:

1 - Resolva os lances naturais oferecidos pela pedra, não coloque ou cave agarras na rocha. Deixe para criar lances e vias artificiais em muros de escalada indoor.
2 - Não acrescente ou retire grampos em vias de escaladas sem a autorização expressa dos conquistadores. Se uma via foi conquistada bem protegida, com grampeação longa ou com proteções móveis, devemos respeitar estes estilos. É válido lembrar que o escalador deve se preparar para as escaladas que deseja realizar, ao invés de rebaixar a escalada ao seu nível. Se você achar realmente necessárias alterações, converse antes com os conquistadores da via.
3 - Respeite as fendas com possibilidade de proteção usando equipamentos móveis, perfurando a rocha apenas quando realmente necessário;
4 - Respeite a vez de um escalador que tenha chegado primeiro à via de escalada, ultrapassando-o somente se ele assim o permitir;
5 - Escolha a forma de descida que seja menos impactante ao ambiente;
6 - Informe-se de antemão sobre a ética local dos lugares que for visitar, e respeite-a;
7 - Não promova e nem participe de escaladas com um grande número de pessoas. Estas excursões causam grande impacto nas trilhas e vias. Aprecie o aspecto reflexivo e contemplativo do esporte, o que só é possível longe de multidões.
8 - Ajude a manter trilhas e montanhas limpas. Leve sempre o seu lixo de volta.
9 - Preserve a vegetação das paredes rochosas. Não moleste aves e outros animais silvestres que eventualmente encontre durante a escalada. Evite áreas de nidificação de aves nas épocas de reprodução.
10 - Já existem acessos a todas as vias de escaladas. Não abra novas trilhas, nem crie atalhos modificando seus traçados originais.
11 - Um dos grandes problemas que vivemos hoje em dia é a ameaça de bloqueio ou restrição de acesso às áreas de escalada, seja pela urbanização, favelização, grilagem, propriedades privadas ou até por determinações de órgãos públicos. Há fatores que contribuem ainda mais para esta situação se complicar, como a descompostura de escaladores, acidentes, conflitos com proprietários ou mesmo entre escaladores, impacto ambiental e falta de informação dos órgãos públicos. Portanto, é importante preservar os acessos usando de cortesia com os proprietários e a população local, mantendo um bom relacionamento com os órgãos públicos e denunciando atos criminosos contra o meio ambiente, como captura de animais selvagens, uso de armadilhas, caça ilegal, coleta de plantas, incêndios criminosos e desmatamento.
12 - A prestação de socorro ou auxílio está sempre acima das prioridades de uma excursão. A omissão de socorro, é crime previsto no código penal. O auxílio pode ser dado através dos primeiros socorros, quando houver domínio do assunto, ou então pedindo-se ajuda às autoridades públicas, como os bombeiros, por exemplo, cujo telefone é 193;
13 - Sempre pratique e divulgue as técnicas de mínimo impacto.

10 de mai. de 2009

Dean Potter - Slack line

Provavelmente de origem circense, slack line, hight wire ou corda bamba possuem a mesma função: testar por completo seu equilíbrio físico e concentração, que ganhou grande aceitação pelos escaladores, sempre atrás de novos desafios.
Foi pensando nisso, que Dean Potter, criou um novo estilo de brincadeira, juntando o slack ao base jump. Voce pode assistir na íntegra esta façanha no filme: The Sharp End, da Sender Films.
A sua única proteção nesse slack é o paraquedas.
Ele ainda foi além, escalou uma via de difícil acesso em free solo (video abaixo), com mais de 200 metros, também protegido pelo seu paraquedas.

8 de mai. de 2009

Advertising

Adilson Koizumi - Design Gráfico - (43) 9985.2839 - adilsonkoizumi@gmail.com

7 de mai. de 2009

A escalada

A escalada é um esporte facinante que da liberdade ao praticante, quebrando barreiras e paradigmas, e, que além de tudo, proporciona prazer e diversão, trabalha os sentidos, força física e principalmente a condição psicológica. Medo, incertezas e riscos estão presentes em cada escalada para serem superados.
Qualquer pessoa que pretenda iniciar-se no esporte de escalada tem a obrigação de procurar informar-se a respeito dos riscos nele envolvidos, assim como dos procedimentos de segurança que torna a prática aceitável dentro do padrão do esporte.
A forma mais eficiente para se inteirar dessas informações é sem dúvida passar por um curso de formação. Hoje através do desenvolvimento do esporte e turismo de aventura, começa-se a regularizar muitas atividades. Porém ainda em estágio de sugestões, por isso nem sempre é fácil verificar a competência das instituições e instrutores. Para garantir a qualidade e responsabilidade dos cursos de escalada, procure as federações, associações e clubes de montanhismo.
A escalada em rocha é considerada esporte de risco e a sua prática deve seguir rigorosamente as normas de segurança que regem a atividade. Isso significa não apenas a correta utilização de equipamentos (equipamentos estes adequados a pratica esportiva em questão), mas também com o emprego das técnicas e sistemas de segurança (procedimentos) igualmente adequados, como o ambiente onde se pratica os esportes de escalada representa risco iminente ao homem. Qualquer tipo de negligência ou abuso é uma estupidez que pode acarretar em acidentes que podem ter como conseqüência severos ferimentos ou mesmo a morte.
Nenhuma pessoa deve se guiar por livro, manual, apostila ou qualquer tipo de publicação juntamente com um punhado de equipamentos e rumar para uma montanha ou mesmo para um campo-escola a fim de aplicar conhecimentos adquiridos dessa forma. Não seja irresponsável. A literatura de montanha e artigos especializados, ainda que sirva de base, fonte de informação, consulta e revisões, não dispensam a presença de um instrutor responsável e devidamente qualificado para esta atividade.Seja consciente!

Roupa é equipamento

A sensação térmica (wind-chill) causada pela combinação temperatura-vento pode ser motivo de hipotermia e até morte em dias relativamente quentes. A tabela abaixo mostra o quanto a sua temperatura corporal pode sentir em um dia de temperatura agradável, mas que tenha uma brisa leve.
Em lugares de altas montanhas e paredes é mais importante na maioria das vezes proteger-se do vento do que do frio. Nestes ambientes a vairação de temperatura pode ser brusca, variando muito com a simples passagem de uma nuvem ou mudança repentina no clima.
Assim, um anoraque ou agasalho para barrar o vento é mais importante que um fleece. Outra vantagem dos break-winds ou windstoppers em relação aos agasalhos térmicos é seu baixo volume, que possibilitam que alguns modelos possam ser carregados acoplados na cadeirinha.
Atualmente existem agasalhos tipo fleece que já tem “embutidos” uma camada para cortar o vento. Voce deve levar em conta quando preparar o equipamento para uma empreitada, e não pense que ao planejar realizar a escalada em tempo curto você estará livre das ações do frio. Em quinze minutos, o vento aliado a uma camiseta molhada de suor pode fazer você gelar o suficiente para bater os dentes e iniciar um quadro hipotérmico.
Se você estiver numa situação dessas e não possuir nenhum agasalho, tente ficar próximo ao chão ou da pedra, procurando esconder-se do vento mais forte e expor o mínimo de área do seu corpo ao vento. Roupas molhadas são piores que ficar sem roupa. A água é uma excelente condutora de calor, e só ajudará a roubar o calor da sua pele. Existe uma nova geração de tecidos com a função específica de transportar a água (ou suor) da pele para o exterior da trama, protegendo assim seu corpo de perder mais calor. Por este motivo, usar camisetas de algodão pode até ser mais confortável do que as roupas sintéticas, mas as fibras naturais são muito mais lentas para secar e não funcionam térmicamente quando estão molhadas.
Portanto, toda vez que você iniciar uma escalada longa, leve sempre consigo uma proteção contra o vento e a chuva. Mesmo em dias ensolarados, nos quais a temperatura na base está agradável e quente. O vento é um inimigo invisível que está sempre presente nas alturas.
> Mountainvoices

Lance Armstrong

"Meu jeito de competir era muito duro e, algumas vezes, eu era um personagem espinhoso, abrasivo. Eu não tinha - e ainda não tenho - muito tempo para papinhos e bobagens. Acrescente-se a isso a suspeita de doping, o fato de eu ter abandonado o ciclismo e de não estar totalmente no esporte. Quer dizer, eu entendi essas coisas e estou aberto para conversar a respeito. Mas algumas dessas pessoas são muito imaturas. E tenho uma péssima notícia para elas: estou voltando. E estou retornando em nome de 8 milhões de pessoas que morrerão este ano no mundo, e acho que essa é uma razão nobre para eu voltar à minha bike. As pessoas que falam mal e reclamam do meu retorno veem a Fundação Lance Armstrong como uma fraude mas, com o perdão da má palavra, fodam-se elas. Eu não tenho tempo para isso. Minhas intenções são puras e, como eu disse, não param por aqui".

Essas foram as palavras de Lance Armstrong, referindo-se a sua volta a Elite do Ciclismo e acusações contra sua fundação e doping, em entrevista para revista americana Go Outside

3 de mai. de 2009

Pico Agudo - PR

Feriado de dia do trabalhador, a convite dos Pedais Vermelhos, tribo biker tradicional da cidade, fomos fazer um passeio em Sapopema, região de São Jeronimo da Serra. Nos programamos a semana inteira para a logística de transporte e organização, afinal, fomos em 10 pessoas para o pedal e resolvemos que o ideal seria uma van.Na foto, da esquerda para a direita; Tihiro, Marcão, Didi, Paulista, Koizumi, Élcio, Joni, Alfredo, Rômulo e fico fora da foto o Junior.
O trajeto já tinha sido feito por alguns do grupo, há alguns anos, com 50 km de extensão. Região de Serra, nada é fácil. Arrumadas as bikes na noite anterior, conseguimos sair da cidade as 6:20 da manhã e chegamos ao local, Lambari, distrito de Sapopema, as 8:15. Até montarmos as magrelas, tomarmos café da manhã, saímos as 9:00.
O trajeto começa numa longa subida, mas fomos ajudados pelo clima agradável na manhã. Era um dos poucos trechos regulares do percurso, marcado por paisagens incríveis.
Já no final da primeira subida aparecem os principais cumes dessa região, entre eles a Serra Grande e o Pico Agudo, ainda bem distantes.
E próximo as 11:00 fizemos nossa primeira parada, com pouco mais de 12km percorridos. Dai entramos nos primeiros trechos de singletrack, alguma coisa que há muitos anos fora uma estrada e hoje são crateras de erosão. Trecho extremamente técnico, com degraus com mais de meio metro. O primeiro batizado foi o Élcio, seguindo os downhillers do grupo, encaixou a roda dianteira num buraco e deu um 180º. A partir daí, foi um festival de tombos. Principalmente por aqueles que não tem muita intimidade com os pedais de travamento automático (clip). Nestes trechos de single track, as poucas partes planas eram um areial fofo que engolia as rodas e pesava mais que nas subidas, e os buracos e pedras soltas faziam tensas todas as descidas.
Passamos por algumas casas habitadas e perdidas no interior da mata, totalmente ilhadas, natureza exuberante, que em muitos pontos ainda continua intacta, cercados por grandes peraus de arenito, característica da região. Logo em seguida fizemos nossa segunda parada, já aos pés da imponente montanha. Uma casinha com água de mina, meio abandonada, onde almoçamos. Meu GPS marcava 25 km de percurso e já eram quase 2 da tarde.... realmente um percurso bem técnico e travado. O que mais me prejudicou foi perder um parafuso da minha sapatilha. Com isso o taco girou e não encaixava mais no pedal. Fiquei forçando somente a perna esquerda nas subidas.
Descansados saimos e de voltamos ao sobe-desce. Na descida, um mato tão alto que não se via a frente nem a trilha para seguirmos. De repente o chão sumiu... pegando alguns de nós de surpresa. Eu mesmo tomei uma sequencia de tombos, acho que 3... Era uma descida bem ingreme que nos levaria às margens do rio Tibagi. Já havíamos circundado o Pico Agudo e estavamos voltando. Acho que esse foi o percurso mais difícil de todo o trajeto, onde alguns arriscaram-se a descer montados e tombar ou escorregar empurrando as bikes.
E após muitos tombos, pedras soltas e arranha gatos chegamos as margens do Tibagi.
Ai vai outra epopéia... a última subida forte era pra voltarmos ao estradão a caminho de Lambari. A surpresa nesse trajeto foram as caixas de abelhas pelo caminho que assustou o pessoal. Em um dos últimos passeios, o pessoal tinha sido atacado por algumas centenas delas. A última parada foi na casa de uma senhora muito simpatica que nos ofereceu água gelada. Estávamos ha apenas 10km da pequena vila. Conforme chegavamos próximo a vila aumentava o fluxo de motos, que devem ser o meio mais fácil de locomoção na região, fora os fuscas e os 4x4. uma forte descida marcou a chegada, acompanhada de uma chuva. O primeiro grupo chegou as 17:00. Apesar de curto, o passeio foi cansativo e marcado por trechos extremamente técnicos.
Agora é só esperar o próximo feriado pra juntar toda a turma e partir pro próximo percurso.

30 de abr. de 2009

Outdoor life

Yosemite é, além de um dos pólos de escalada mais completos do mundo, o ponto máximo da escalada clássica, e El Capitan, uma gigantesca parede de granito. ergue-se quase 1.200 metros acima do vale, uma montanha cinzenta e maciça como um navio de guerra, de onde se enxergam minúsculos escaladores pendurados em sua encosta, que de longe, parecem imóveis, como se todo seu esforço sumisse ao ser admirado à distância.

No ponto mais duro de uma das rotas mais cascas-grossas do mítico El Cap, a 825 metros de altura, Steph Davis está se puxando rocha acima, com os pés meio congelados, quando seu pé direito escorrega e ela cai dez metros. Sua corda estala ao se estender, evitando uma fatalidade e deixando-a balançando no vazio. Ela grita para Cybele Blood, recrutada para fazer sua segurança, para dizer que não está ferida. Só irritada. "Ótimo", ela resmunga para si, sabendo que só há uma coisa a fazer: continuar subindo.

Steph está no oitavo dia de sua tentativa de se tornar a primeira mulher a fazer a escalada livre do paredão Salathé, uma rota na face sudoeste do El Cap - e, segundo seus cálculos, ela já devia ter terminado. Mas, desde o começo, nada tinha saído de acordo com o planejado.

Pra começar, o tempo. Alternando entre quente de matar e gelado com vento, era o tipo de condição climática que pode ficar feia bem depressa - como aconteceu quase um ano antes, quando uma tempestade de neve assolou o El Cap, prendendo dois escaladores japoneses que morreram congelados antes que o resgate os alcançasse. Steph não está equipada para um tempo assim. Ela está usando tênis leves e shorts de escalada, uma primeira camada de roupa longa e uma jaqueta fina. Seu único equipamento é um saco de dormir leve, uma cafeteira portátil e pouca comida.

O maior problema de Steph, no entanto, é a possibilidade de talvez não ser capaz de encarar o último e punk trecho do Salathé, conhecido como paredão Enduro. É um mau sinal, já que a principal vantagem dessa super escaladora não é tanto o talento atlético ou a técnica impecável, mas a força de vontade e o estilo de trabalho metódico e cerebral. Essa mulher de 33 anos treinou sozinha o verão todo para essa empreitada. Mas liderar uma ascensão de nível 5.13 - que é mais ou menos como subir feito uma aranha pela lateral de um arranha-céu, com agarras para se segurar do tamanho de uma lentilha - é outra história, e Steph tem caído. Bastante.

Diferentemente de uma escalada tradicional, em que não há problema em se apoiar em cordas enquanto se sobe um paredão, na escalada livre é preciso usar somente as mãos e os pés para galgar as rachaduras e falhas naturais da rocha. O equipamento de proteção só está lá para segurar o atleta em caso de queda, assim como a pessoa responsável por sua segurança. Cair é, no mínimo, inconveniente. Toda vez que se cai de um paredão, é preciso voltar ao início do estágio e começar tudo de novo.

Steph tem estado empacada nessa parte o dia todo. A luz do dia está acabando e ela está fadada a passar a noite em uma saliência de granito não muito mais larga que uma prancha de surf. Detalhe: com um precipício de 825 metros logo a seu lado. Um pensamento passa por sua cabeça: Por que não desistir de uma vez dessa roubada e descer?

STEPH DAVIS DEU DURO A VIDA TODA EM BUSCA DE SEU SONHO: VENCER ALGUNS DOS PAREDÕES MAIS DIFÍCEIS DO PLANETA. PARA ISSO, ABANDONOU A FACULDADE, ENFRENTOU A FAMÍLIA, TREINOU FEITO DOIDA, LUTOU CONTRA OS PRÓPRIOS MEDOS. A RECOMPENSA? VER O MUNDO DE CIMA DAS MONTANHAS MAIS FASCINANTES DA TERRA

29 de abr. de 2009

Green River Race - A copa das corredeiras



Toda modalidade tem seu evento chave, culminante, como o Ironman do Hawaii para os triatletas, o Tour de France para os ciclistas, Spartathlo para os ultramaratonistas, a Green River, descida de caiaques feita no rio de mesmo nome, localizado na Carolina do Norte, nos EUA, é a meca dos amantes do caiaquismo, ponto de encontro dos atletas mais destemidos de todas as partes do planeta, neste evento que é mais que uma corrida, mas a cerimônia anual em celebração ao esporte. Participar dessa prova e ganhar a camisa de número um não é tarefa fácil, já que a maior parte do evento acontece em corredeiras de classe V - a classificação das descidas vai de I a VI, sendo que a última é considerada praticamente intransponível.



O Brasil esteve presente no Green River em 2008 com a performance de Pedro Oliva Criscuolo, que participou na categoria short boat. Pedrinho, como é conhecido, mora atualmente na Califórnia e ficou com a 54ª posição no ranking final. Foi sua estréia na competição. "Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a impressionante quantidade de pessoas que caminharam mais de uma hora para poderem assistir de perto aos canoístas desafiando as perigosas águas do rio", diz Pedro. "É realmente uma cena sensacional de ver, ainda mais quando se tem por perto uma natureza tão exuberante."
A largada acontece de 20 em 20 segundos, e Pedro foi um dos primeiros a largar em sua categoria. O atleta ainda perdeu preciosos segundos ao parar para ajudar um outro competidor que estava preso nas pedras - para garantir a segurança dos caiaquistas, faz parte do regulamento que todo atleta deve ajudar quem estiver com problemas a sua frente, mesmo que isso lhe custe várias posições. "É uma regra que preza a ética do esporte, de cada um ter muito respeito pela vida do outro canoísta", afirma. "Vi um atleta em apuros, parei, resgatei seus equipamentos o mais rápido que pude e segui em frente com gás total... Mas nisso já havia perdido muito tempo. Sem problemas. Ano que vem tem mais."
Um dos momentos mais memoráveis da prova foi quando todos os participantes formaram um gigantesco círculo com os caiaques em pé, com o bico para cima. Os caiaques menores ficam no interior do círculo, deitados no chão. A roda é organizada de acordo com uma ordem de chamada, que segue a classificação do ano anterior.
Depois que o círculo está formado, o mestre-de-cerimônias reforça as últimas instruções e relembra as normas de segurança e a importância da ajuda mútua entre os canoístas. Todos ali sabem que se trata de um rio perigosíssimo e que a vida dos atletas vale mais que um prêmio. Por momentos assim é que o Green River é uma competição inesquecível e fascinante.

Ainda falando em Pedro, observe a foto abaixo:
Existem muitos doidos por ai, eu já tinha visto algumas descidas alucinantes de cachoeiras antes.
Pedro Oliva quebrou o recorde mundial de descida em cachoeira no começo de Março, ao descer uma queda de 39 Metros!! A façanha aconteceu na cachoeira de Salto Belo, no Rio Sacre, localizada no estado do Mato Grosso.
Segundo a Revista Pulse, Pedro levou 2,9 segundos caindo do topo da cachoeira até a base, e sua velocidade chego a 113km/h!



Parabéns Pedro pelo recorde! E também pela coragem!

28 de abr. de 2009

Como escolher sua Mountain Bike

1 -Quadro
Uma vez que você saiba que tipo de pedal fará (all mountain, downhill, freeride, cross-country), tente achar um bom equilíbrio entre peso e força. Quadros mais pesados são geralmente mais resistentes, enquanto os mais leves exigem menos força e mais cuidados. Quanto aos materiais, alumínio, carbono e titânio fazem o trabalho — a escolha depende de quanto você quer investir. Se você estiver em dúvida entre dois quadros, fique com o menor. Uma mesa e um canote de selim maiores farão o ajuste necessário. A geometria do quadro é um fator importante, já que determina como a bike se comportará com você. Teste várias antes de tomar sua decisão.
2-Freios
Há três tipos de freios (v-brakes, hidráulicos e a disco). Os v-brakes são eficientes, baratos e leves, mas tendem a perder performance quando o tempo fecha e a lama aumenta. Freios a disco são similares, mas se dão melhor em climas molhados. Discos hidráulicos têm design similar aos das motos e ótima performance, mas a manutenção é cara e constante.
3-Suspensão traseira
Bikes com suspensão dianteira e traseira (full) tornam o rolê mais macio e agradável do que numa hardtail. Suspensão traseira usa molas em seu princípio mecânico, pois precisa ser mais rígida e resistente. Alegria nos downhills e trilhas esburacadas e alívio para ciclista que sente dor nas costas e ombros. Mas você paga o preço em grana, peso, complexidade e manutenção. Várias suspensões traseiras possibilitam controle de rigidez, você pode ajustá-la travada, semitravada ou solta.
4-Câmbio
Pode ter 18, 21, 24 ou 27 marchas. Quanto mais investir aqui, melhor, pois problemas com troca de marcha são frustrantes. Procure um câmbio que tenha uma troca precisa e agüente pauleira. Por ser de partes móveis, não lacradas, em exposição ao barro e à água, exige manutenção constante.
5-Transmissão
É formada pela corrente, catracas, cassete, movimento central e pedivela, e responsável por transferir a força de suas pernas para as rodas. Requer limpeza e ajustes regulares.
6-Pneu
Escolher o pneu certo pode ser a diferença entre curvas feitas com segurança e joelhos esfolados. Pneus mais largos, com cravos maiores, te deixam mais colado no chão, mas mais lento. Tente achar um meiotermo entre velocidade e tração baseando-se no tipo de trilha em que costuma pedalar e no seu estilo (mais ou menos agressivo).
7-Pedal
Os iniciantes podem começar com pedais de plataforma, mas para uma maior eficiência de pedalada é preciso um pedal de clipe, que prende sua sapatilha e permite que você use todos os músculos da perna para girar a pedivela. Isso ajuda muito em subidas inclementes e em tiros.
8-Suspensão dianteira

Ela está lá em todos os bons modelos de MTB. Usa elastômero (borracha que se comprime e volta à forma original), molas ou ar comprimido. Algumas podem ser travadas (ficando rígidas) para facilitar o pedal em subidas ou asfalto. A trava fica na própria suspensão ou no guidão (trava remota, prática e segura). As suspensões têm cursos que variam de 80 a 120 mm (cetegoria cross-country). O maior não é necessariamente o melhor. Considere onde e como você pedala e compre a suspensão certa para esta condição.

A difícil escolha: Dentro de uma mesma faixa de preço, as bikes em geral oferecem componentes similares, por isso não pire comparando cada um deles. Leve mais em consideração como se sente em cima da bike — algo altamente subjetivo, que depende do ajuste ergonômico, da flexibilidade e do material do quadro. Geralmente, quanto mais caro o quadro, mais ele foi manipulado pelo fabricante para obter máxima leveza e resistência. Com tantas geometrias diferentes, a única maneira de avaliar uma mountain bike é pedalar nela antes de comprar.

Ajuste fino: Uma bicicleta perfeitamente ajustada pode melhorar em 20% ou mais a sua performance, evitando lesões e desperdício de energia. Para saber as medidas exatas para sua bike, procure um especialista em bikefit.