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7 de fev. de 2009

Mountain Bike

Como mais uma variação do ciclismo, o mountain bike-MTB é praticado em trilhas, montanhas ou terrenos acidentados. Para transpor os obstáculos, as bicicletas possuem características e equipamentos especiais como os quadros de bike cruisers, cambios, pneus maiores e freios mais eficientes. Por sua natureza, podemos considerar este esporte como uma espécie de bike off road, que assume diferentes formatos como Cross-Country (prova olímpica), Downhill, Dual Slalom, Uphill, Trip Trail, Cross ou 4X, Prova por Etapas ou Stage Race. Existem provas de maior percurso, como o Iron Blker, com 120 km de extensão, ou de maior duração, como o MTB 12 Horas. Algumas modalidades do mountain bike também são praticadas como lazer como: Downhill, Freeride e o Cicloturismo. Nesta última, os praticantes utilizam a bike para passeios e longas viagens, chegando a viajar pelo mundo, divulgando o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo.

Origens - Em 1905, foi criado o Exército Suíço Ciclístico, de onde saíram atletas de elite como Pascal Richard e Laurent Dufaux. Até hoje, os norte-americanos têm suas brigadas de infantaria e pára-quedistas e investem também em pesquisas para aprimorar o uso militar do equipamento, como a mountain bike da marca Montague Paratrooper, dobrável e de fácil montagem. Nos anos de 1970, o esporte ganhou expressão popular, tendo como referência um grupo de jovens ciclistas que começou a freqüentar as trilhas das montanhas da Califórnia-EUA. Eram basicamente bikers de estrada, que começaram a buscar um novo estilo no ciclismo, uma alternativa às "magrelas" (termo que os praticantes utilizam para denominar as bicicletas do asfalto). As trilhas e estradas de terra acabaram conquistando jovens ávidos por emoções mais fortes que o tradicional ciclismo oferece. Assim, membros do Mount Tamalpais Velo Club, um clube de ciclismo em São Francisco, levavam suas bicicletas de passeio especialmente modificadas (pesando cerca de 23 kg) para o topo das montanhas e apostavam corridas pelas trilhas sinuosas. Essa competição, que recebeu o nome de Repack Downhill, marcou o início do mountain blke competitivo. Em meados da década de 1980, familiarizados com as manobras radicais e os circuitos montados para o Bicicross/BMX, o mountain bike chega ao Brasil com a filosofia de buscar novos caminhos na natureza, seguindo os modelos dos campeonatos norte-americanos. Ainda ofuscados pelos BMXs, alguns atletas começam a percorrer trilhas alternativas e buscar, na natureza, uma outra forma de prática. O movimento atrai a atenção da indústria e empresas como a Caloi e a Monark passam a investirem novos equipamentos e a incentivar os passeios alternativos. Hoje, este esporte é administrado pela Confederação Brasileira de Ciclismo-CBC.

1895 - Fundação da União Ciclística Internacional, na Suíça, entidade que passa a administrar o ciclismo no mundo.

1986 - Despontam os primeiros mountain bikers que migraram do aro 20 (bicicletas utilizadas no bicicross).

1988 - Primeiro campeonato oficial de Mountain Bike realizado no Brasil, o Cruiser das Montanhas em Campos do Jordão-SP.

1989 - Eduardo Ramires conquista o título de campeão mundial de Downhill nos Estados Unidos, único brasileiro que detém este título. Eduardo é idealizador do MTB 12 horas e da Super Copa Reebok.

Década de 1980 - A bicicleta Specialized Stumpjumper foi a primeira a ser produzida em larga escala em 1981. Durante esta década, os ciclistas pedalaram em todos os tipos de terrenos, dos Alpes aos parques das cidades, em competições extra oficiais, apenas como diversão. Neste período, 70% das bicicletas vendidas no mundo eram do tipo "pneu balão".

1990 - O mountain bike foi reconhecido pela União Ciclística Internacional-UCI A cidade de Purgatory, no estado norte americano do Colorado, sediou o primeiro Campeonato Mundial de mountain bike, atraindo um público de 30.000 pessoas. Entre 1994 e 1999 este evento evoluiu e acrescentou uma etapa na Austrália, que sediou também o Campeonato Mundial de 1996.

1991 - Márcio Ravelli-SP foi campeão brasileiro com a bicicleta construída por ele. O acabamento, no quadro da bike, era de massa plástica, os tubos eram de cadeira e mesa conseguidas no ferro velho. Em 1992, venceu 24 das 25 provas de MTB que participou. Em sua carreira, conquistou vários títulos, tornando-se uma referência no esporte. Renata Falzoni, primeira mountain biker brasileira, funda o Night Biker's Club do Brasil, em São Paulo.

1993 - Gilberto Canaan, presidente do Mountain Blke Clube, inicia o maior evento da modalidade da América Latina, o Iron Biker, nas montanhas históricas de Minas Gerais. Atraiu competidores de todo o Brasil e ofereceu a maior premiação do país.

1995 - Edivando de Souza Cruz vence o Pan-Americano Junior e conquista a 11ª colocação no Mundial da Austrália. Marcio Ravelli foi 4º colocado nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata. Renata Falzoni inicia a carreira como consultora e vídeo-repórter de aventura da ESPN-Brasil e foi pioneira no lançamento de programa de televisão do segmento.

1996 - O mountain bike estreou como demonstração nos Jogos Olímpicos de Atlanta e Marcio Ravelli ficou em 26º lugar.

1997 - Adriana Nascimento vence o Pan-Americano de MTB. Um dos grandes nomes da modalidade, a atleta já conquistou oito títulos em Campeonatos Brasileiros de MTB e a 4ª colocação no Mundial Junior, em 1994.

1998 - Para comemorar seu centenário, a empresa Caloi organiza uma exposição itinerante que percorre diversos locais em São Paulo e em algumas capitais brasileiras. Renata Falzoni lidera a comitiva de ciclistas da Campanha Bicicleta Brasil - Pedalar é um Direito - com percurso de Paraty até Brasília, para reivindicar, junto ao Presidente Fernando Henrique Cardoso, o cumprimento do Novo Código de Trânsito Brasileiro. Markolf Berchtold conquista o pentacampeonato brasileiro e o primeiro lugar na categoria Slalom do Cactus Cup. A organização do Iron Biker Brasil e do Iron Bike Itália firmam parceria de intercâmbio. No Brasil, também é realizado o Iron Biker Light, que possibilita a prática de iniciantes.

1999 - Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, Marcio Ravelli fica em 6º lugar. O atleta paradesportivo Alarico Alves de Moura conquista o 3º lugar no Campeonato Brasileiro de MTB Cross

Country - Master C. O Comitê Olímpico Brasileiro concede o Prêmio Brasil Olímpico da Modalidade Mountain Bike à atleta Adriana Nascimento. Nos anos seguintes, outros atletas foram agraciados com esta premiação sendo em 2000, Renato Martins Seabra; em 2001, Marcio Ravelli e em 2002 Jaqueline Mourão.

Década de 1990 - Com a abertura do mercado nacional aos produtos estrangeiros no início desta década, empresas de grande porte entram no país como a Scott, Specialized, Trek, Cannondale, Ritchey, Giant entre outras. A concorrência movimenta o mercado e faz com que muitas empresas invistam em novas tecnologias e processos industriais. Dos materiais, o alumínio é o material mais explorado, tanto para a confecção de quadro como para peças e acessórios, posteriormente substituído pelo titânio.

2000 - O MTB participa do programa dos Jogos Olímpicos de Sydney.

2001 - Na primeira edição do Bike Race Across, participam 60 atletas de 16 estados que percorrem 240km, cruzando o sertão do Piauí e o Parque Nacional de Sete Cidades. Em 2003, este evento foi limitado a 150 participantes, com o percurso de 500km e cruzou a Serra dos Matões, em Teresina-Piauí e o Parque Nacional de Ubajara-Ceará.

2002 - Rick Aliperti foi campeão brasileiro de cross country, primeiro colocado no ranking nacional sub 23 e vice no Pan-Americano sub 23. O World Solo 24 Hours of Adrenalin reuniu cerca de 10 mil participantes. Nos VII Jogos Sul-Americanos-Curitiba, os brasileiros subiram ao pódio: Marcio Ravelli (1º), Edvando Cruz (2º), Odair Pereira (3º) e no feminino, Jaqueline Mourão (1º) e Érika Gramiscelli (2º) Jaqueline é a única atleta a participar do projeto Solidariedade Olímpica, que permite a ela se preparar para as competições no Centro de Treinamento da União Ciclística Intencional, na Suíça. No Pan-Americano de MTB-Chile, destacam-se Márcio Ravelli, Edivando Cruz e Jaqueline Mourão. A primeira etapa da Copa do Mundo de MTB/Cross Country-Espanha, atraiu um público na ordem de 60 mil pessoas. Márcio Ravelli sagrou-se campeão brasileiro pela 8ª vez. Renata Falzoni foi eleita a madrinha do Bike Race Across.

2003 - Markolf Berchtold venceu na categoria downhill, o Campeonato Pan-Americano de MTB-Colômbia e o Campeonato Brasileiro de 4X. Na cidade de Caconde, divisa de SP e MG, aconteceu a 2ª etapa do Super Copa Reebok PowerBar de Mountain Bike, conhecida como Desafio Noturno. Maurício de Souza vence o Bike Race Across. Na categoria Extreme Feminino, Alziane Diógenes vence, pela segunda vez, a campeã brasileira de mountain bike, Adriana Nascimento. Edvando Cruz conquista, com segundo lugar, a primeira medalha da história do Mountain Bike no Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. No Campeonato Mundial de Mountaln Bike (Lugano, Suíça) Jaqueline Mourão ficou em 8º lugar na prova de Maratona que reuniu 1.014 competidores de todo o mundo. Pela primeira vez na história do mountain bike cross-country brasileiro, uma atleta destaca-se entre os Top 10 do ranking Ucl: a atleta Jaqueline Mourão em 7ª colocação. Nas copas Ametur PowerBar Reebok e Caloi de Amadores participam 712 atletas do Brasil e Argentina (Betim-MG). Cerca de 8 mil pessoas compareceram ao Parque de Exposições de Betim.

Situação atual - Nos Campeonatos Brasileiros de cross country estima-se a participação de 200 atletas. O MTB 12 Horas, em 2002, contou com 454 inscritos. A sofisticação dos equipamentos de mountain bike requer um elevado investimento em tecnologia, pesquisas e constantes inovações. Algumas empresas utilizam materiais da indústria aeroespacial na construção de seus componentes, chegando custar até R$17 mil. Na 11ª versão da Eurobike, realizada em 2002 na cidade de Friedrichshafen-Alemanha, foram apresentados os últimos lançamentos das 700 maiores indústrias de ciclopeças de 25 paises. Na 21ª Interbikes/LasVegas-EUA, maior feira de bikes do mundo, no mesmo ano, mais de 1.000 empresas do segmento apresentaram seus produtos a um público de 20 mil pessoas, somente no primeiro dia. Embora sem dados oficiais quanto ao número de praticantes, o esporte vem se popularizando e oferecendo aos amantes do ciclismo mais uma opção como prática esportiva ou de lazer.

25 de jan. de 2009

Brincadeiras com pipas

Voar sobre a água puxado por uma pipa. Esse é o princípio do kitesurf, um esporte relativamente novo, mas que vem ganhando novos adeptos ao redor do mundo. O equipamento do kite é basicamente a pipa e a prancha.
O esporte é uma mistura de surfe, windsurf e wakeboard, e surge como uma opção aos praticantes desses esportes em dias onde as condições do tempo não são favoráveis.
A pipa é feita do mesmo material utilizado na fabricação de uma asa-delta. Já a prancha pode ser tanto uma especial para o kite, como também uma prancha de surf. A segurança é um fator primordial no esporte, já que qualquer vacilo pode trazer sérios prejuízos ao praticante.

As primeiras tentativas de se utilizar o kite foram durante os anos 70. De lá para cá muita água se passou e o esporte, hoje em dia, é uma febre. Os principais responsáveis pelo desenvolvimento do esporte foram, sem dúvida, os irmãos Legaignoux.

Esses franceses foram os primeiros a desenvolver os protótipos do que conhecemos hoje como kite. Foram também os primeiros a produzir os kite para a venda.

O reconhecimento do esporte aconteceu realmente quando famosos windsurfistas passaram a utilizar o kite para diversão. Entre eles, o que mais se destacou foi à lenda viva do windsurf, Robby Naish.

Naish gostou tanto do esporte que hoje além de ser o maior divulgador é também um dos maiores fabricantes de kites.

Equipamentos do Kitesurf

Kite - O Kite (pipa) é feito com o mesmo tecido de um pára-quedas, projetado de uma maneira que seja simples de usar por todas as pessoas. Sem a pipa, não existe o kitesurf, portanto é o principal equipamento do esporte. O formato de asa em arco facilita o vôo.

Linhas - As linhas são o elo de ligação do kite com o surfista. Existem três tipos de linhas que exercem diferentes funções. A linha de vôo, que mede aproximadamente 30 metros, liga o kite a barra de controle. A linha de freio serve para frear e as linhas principais, conhecidas por Kevlar, apresentam alta resistência e elasticidade mínima para o controle do kite.

Barra controle - A barra é utilizada para controlar o kite. O atleta tem nela a possibilidade de comandar a direção e a velocidade. Com aproximadamente 90 cm de comprimento vem acompanhada de um sistema para frear a pipa em caso de emergência.

Prancha - O estilo da prancha vai depender do estilo do atleta. Existem pranchas parecidas com as de surf e também com as de wakeboard. O diferencial é o tipo de material do qual ela é feita. Como os saltos são freqüentes, as pranchas têm que ser mais resistentes.

Cinto - O cinto tem a função de conectar o atleta ao kite. Existem modelos que além das funções básicas propiciam maior conforto durante a velejada.

No kitesurf você pode:
  • velejar planando em ventos mais fracos do que o windsurfe com a mesma capacidade de orça (andar contra o vento)
  • dar saltos nas ondas atingindo alturas que não são possíveis em outros esportes como snowboarding e wakeboarding.
  • fazer manobras de wakeboarding sem precisar de lancha.
  • dar saltos e loops em lagoas e rios, com ventos fracos e sem precisar de ondas.
  • surfar ondas de verdade e fazer manobras de surf como se tivesse um "motor" para tornar tudo mais radical.
  • brincar nas ondas só com um colete de salva-vidas e pés-de-pato, sendo arrastado e dando saltos incríveis.

14 de jan. de 2009

O que são provas de aventura

Se fala muito hoje em dia em provas multiesportivas. Provas com mais de uma qualificação esportiva. Promeiro vieram o pentatlo e decathlon, com variedades de provas do atletismo. Na década de 80 surgiu o triathlo e suas variantes, como o duatlon aquatico e terrestre, sendo qualquer delas muito exigente no quesito resistencia e velocidade.
Na década de 90, com as fugas para esportes outdoor de contato com a natureza, as provas multiesporte e a corrida de aventura. Incialmente a aventura assustava muito com o temido Ecochallenge, anunciado como a prova mais dificil do planeta.
A corrida de aventura combinava, além dos esportes físicos, muita estratégia, planejamento, entrosamento da equipe e conhecimento. A organização lhe fornece uma carta topográfica e pontos de passagem, sem um trajeto definido. Para provas tecnicamente bem dotadas, a velocidade não significa muita coisa. Hoje já existem provas que vão desde iniciantes, com poucos kilometros e extremos, que curtem ficar dias por ai.
Dentre os esportes, é comum ter trekking e bike, o restante vem de acordo com a topografia do local e suas particularidades. As provas testam muito a criatividade dos participantes durante o percurso, além de muitas vezes prestar ajuda solidária a comunidades por onde passam ou ao próprio meio ambiente. No ano de 2008, pela primeira vez o Brasil sediou um mundial (ARWC - Adventure Race World Championship), durante o Ecomotion, que foi realizado no nordeste brasileiro. A prova já era reconhecida como integrante do circuito AR Series (circuito mundial de corridas de aventura).
No Brasil, atraves do Ranking Brasileiro de Corridas de Aventura (RBCA), foram formatadas algumas regras e normas para o desenvolvimento dentro de um padrão, o que tem ajudado no crescimento do esporte, prevendo distâncias, dificuldades, formação da equipe, modalidades envolvidas, entre outros.

12 de dez. de 2008

Escalando com inteligência

A escalada é um esporte muito seguro, e pode ser considerado um esporte high-tech de tanta tecnologia investida para garantir o mínimo de acidentes, porém é necessário que o praticante faça a sua parte, estando a par de seus riscos e como evita-los. Não se aventure em uma escalada caso você não tenha qualificação para subir uma parede sozinho. Procure ajuda ou um curso que o qualifique para tal. Procure um clube de montanha próximo a sua região, para maiores informações

  • Confira seus nós e a fivela do bauldrier.
  • Inspecione seu equipamento e o troque quando necessário.
  • Conheça seus parceiros de escaladas e seus hábitos.
  • Confira se há alguém fazendo a sua segurança.
  • Leia todos os avisos de atenção - eles podem salvar sua vida.
  • Equipamento fixo é sempre duvidoso - faça sempre um backup.
  • Olho atento às condições do tempo.
  • A rocha quebra - teste suas agarras.
  • Sempre cheque duplamente o seu sistema de rapel.

    Sua segurança é sua responsabilidade.
  • Uso das mão na escalada

    A primeira impressão, na escalada, ter força nas mãos parece ser fundamental para uma boa escalada, e que para isso o escalador deve ser muito forte.
    Como acontece em todos os esportes, a escalada tem um desenvolvimento gradual. A medida que se aumenta a intimidade com a rocha e o ambiente vertical, tem-se mais técnica e habilidades necessárias para o esporte.
    Imagine se o tempo todo o escalador usasse de força para vencer uma via.
    Mas as mãos são parte muito importante durante uma escalada e existem técnicas corretas para seu uso em diferentes tipos de rochas e agarras.
    Na escalada esportiva, muitos escaladores conseguem fazer a via "on sight"ou a "vista", utilizando de grande esforço, mas a medida que a repetem vão amenizando esta pela técnica, se tornando muito mais fácil do que na primeira tentativa. Afinal de contas, escaladaesportiva exige muita condição física.
    Para uma boa escalada, é necessário prestar atenção nos seguintes detalhes: o uso das mãos, o uso dos pés, posicionamentos estáticos e movimentos dinâmicos.

  • Pegada Fechada: Este tipo de pegada é uma das mais comuns em escalada, onde as ponta dos dedos ficam quase encostadas na palma da mão. Seu uso é muito comum em agarras pequenas e “regletes”.

  • Pegada aberta: Essa pegada também é muito comum na escalada. É parecida com a fechada, mas os dedos formam um arco maior. É usada na pegada de agarras grandes, lacas e abaulados que tem espaço para as pontas dos dedos.

  • É uma das pegadas mais odiadas pelo escaladores. Use as pontas dos dedos ou a mão inteira para “pinçar” a agarra. Se aplicam normalmente nas agarras que se projetam da pedra, ou em alguns tipos de fendas.

  • Também é uma das pegadas “malditas”. A mão toda forma um arco (principalmente os dedos). Se usa principalmente em abaulados. A aderência da mão na rocha é fundamental.

  • Como o nome indica, se usa com a palma da mão voltada para cima, pode ser com as pontas dos dedos ou com a mão inteira (como uma pegada aberta). As agarras são normalmente lacas de cabeça para baixo.

  • Pegadas feitas com um (monodedo), dois (bidedo) ou três dedos (tridedo), usando as falanges. São usadas normalmente em buracos pequenos (os famosos “heucos” ou “pockets” americanos)

  • Entalamento das mãos: O entalamento das mãos se dá com os dedos, com a mão inteira aberta ou com a mão fechada (de punho). Se usa tanto em fenda verticais, como em fendas horizontais. A mão colocada dentro da fenda deve ser “torcida” para gerar forças opostas e garantir a pegada. É comum a proteção das mãos com esparadrapo, para evitar ferimentos.
  • 10 de dez. de 2008

    Um pouco sobre Escalada em Artificial

    Esta graduação refere-se ao estilo de escalada em artificial, que diferente da escalada livre, utiliza equipamentos próprios para ascensão, e indica quão difícil será o lance a ser encarado.
    - A0 É a utilização de alguma peça ou grampo para progredir, sem (geralmente) necessidade de um estribo. Ex.: pisar em grampos, se puxar em nuts, etc.
    - A1 Pode ser artificial fixo ou móvel. Se for móvel as colocações são fáceis, em linha reta, sólidas e sem risco de alguma sair.
    - A2 Artificial moderado. Proteções geralmente sólidas, mas às vezes cansativas na colocação. Talvez uma ou duas peças frágeis acima de uma outra boa, sem perigo na queda.
    - A2+ Como o A2, mas com várias peças frágeis acima de uma boa. Quedas possíveis de 6 a 10 metros, mas com pouco risco de se chocar durante a queda. Saber encontrar a via pode ser necessário.
    - A3 Artificial difícil. Métodos de teste necessários. Envolve várias peças frágeis em sequência. Grandes quedas possíveis, podendo passar de 15 metros, mas geralmente sem grandes riscos. Algumas horas são necessárias para completar uma enfiada devido a complexidade das proteções.
    - A3+ Como um A3, mas com risco de uma queda perigosa. Peças frágeis após longos trechos com peças que só aguentam o peso do corpo, não uma queda. Potencial de se machucar se não for feito um bom julgamento. Geralmente um escalador experiente em artificial demora mais de 3 horas para guiar uma enfiada.
    - A4 Artificial sério, com bastante risco. Potencial de quedas de 20 a 30 metros são comuns e com aterrissagem incerta.
    - A4+ Mais sério que A4. Muitas horas para guiar uma enfiada, fazendo com que o escalador sofra longos períodos de incerteza e medo. Freqüentemente exige eficiência nos movimentos, como num ballet, para não soltar a marginal colocação.
    - A5 Artificial extremo. Nenhuma peça é realmente confiável para segurar uma queda na enfiada inteira. A5 é reservado para enfiadas sem grampos ou chapeletas.
    * tradução do livro Big Walls de John Long e John Middendorf.

    Nas clássicas e tabém Bigwalls utilizamos também a graduação de duração, que nos diz quanto tempo um escalador experiente irá levar para completar uma via.
    - D1 - 1 a 3 horas. Ex.: vias curtas, como as do Babilônia.
    - D2 - 3 a 4 horas. Ex.: clássicas curtas, como Italiano com Secundo.
    - D3 - 4 a 6 horas. Ex.: clássicas - Lagartão.
    - D4 - um dia cheio. Ênfase no cheio. Ex.: Infinita Highway
    - D5 - um à dois dias. Bivac é normalmente inevitável. Ex.: Contra-Pino.
    - D6 - 2 ou mais dias na parede. Ex.: Bigwall como a Tragados pelo Tempo.
    Fonte: Guia de Escalada da Urca