3 de abr. de 2009

Escalada: Roberta Nunes

No dia 18 de julho de 2006, um acidente de carro em Yosemite, nos Estados Unidos, levou uma das melhores escaladoras do Brasil. Roberta Nunes.Ex-modelo fotográfico e bailarina clássica, a curitibana de belíssimos olhos azuis
se encantou com a escalada ao conhecer o Morro do Anhangava, um dos lugares mais freqüentados pelos escaladores de Curitiba. Maravilhada ao ver as pessoas escalando em uma perfeita sintonia entre o controle mental e a força física. Iniciou sua história no montanhismo brasileiro, em 93.
Com um talento para escalada que poucas pessoas possuem, Roberta começou na escalada esportiva e logo já ganhou destaque, mas ela não parou por aí. Em 1993 mesmo, ela já viajou para vários parques nacionais argentinos e chilenos, daí talvez sua paixão por aventura e expedição. Com o tempo foi só juntar a técnica com as viagens para as grandes escaladas em montanhas remotas começarem a sair.
Em 1996 e 97 Roberta participou do COSMO, o Corpo de Socorro em Montanha, localizado no Marumbi, formado pelos melhores e mais experientes escaladores, lidando com resgates e treinamento.
Assim, em 1998, ela escalou a "Decadance avec Elegance" localizada em Salinas - RJ, (V+, A0-7C, E2 em 850 metros) num tempo de apenas 4 horas, junto a Rosane Nicolau. No mesmo ano ela percorreu os principais pontos de escalada na Argentina e Chile num período de dois meses, foram eles: Los Gigantes, La Ola, Arenales, LosMogotes,Cerro Catedral, Cerro Bonete. E ainda fez um curso de escalada em Gelo com Sebastián de La Cruz no Cerro Tronador na Patagônia Argentina.
Em 1999 ela foi para El Chaltén escalar as torres de granitos mais famosas do mundo, realizou uma tentativa na agulha Mermoz(2.754m) por nova rota cara leste, junto a Ale Garcia,Sebastián Bortolin e Andres Zeggers. Realizou uma cordada feminina na agulha Guillaumet (2.593m) junto com a suíça Barbara Regli. Ficando a poucos metros do cume principal, pela rota Couluir Amy, face leste.
A Patagônia ficou marcada na vida de Roberta Nunes e um ano depois ela retorna a El Chatén com o seu projeto "Patagônia 2000". Lá, ela escala a agulha Inominata (2.500m), pela rota angloamericana, com graduação (V+, 6C, A1), junto com o argentino Fefi. Realiza a primeira ascensão feminina brasileira da agulha Media Luna (1.923m) pela rota de Salvaterra, junto a Sebastian Bortolin com graduação (V+, 6C+, A2+). Ela escalou também o Cerro Solo (2.223m) pela rota normal finalizando com a tentativa da inóspita montanha San Lorenzo (3.720) pela rota Agostini, por terreno gelado, ficando a apenas duas horas do cume.
Em maio do mesmo ano ela percorreu por seis meses os principais pontos de escalada dos Estados Unidos, realizando um trabalho fotográfico e a repetindo centenas de rotas. Ela visitou diversos lugares famosos pela escalada: Zion, Indian Creeck, Turkkey Rock, Vaidawo, Ships Nose, Eldorado Cannyon, Vail, Butter Milks, Yosemite Valey, Tuolome Meadows, Rocky Mountains, The Book, Lampy Redge, Boulder Cannyon, Salt Lake, etc. Obteve destaque quando repetiu a rota Regular Route de dificuldade (5.10C, A2 ou 5.12B) na montanha Half Dome do Yosemite National Park,Califórnia, num tempo de apenas sete horas os 850 metros de verticalidade junto ao renomado escalador venezuelano Jose Pereyra. Também nesta viagem escalou difíceis cascatas em gelo em Vail e Aspen.
Em 2001 ela retorna a Bariloche, Argentina, para realizar um trabalho fotográfico junto a outro escalador Marcos Piffer para a importante marca italiana VIBRAM. Em abril, realiza a repetição de uma difícil big wall na Serra dos Orgãos no Rio de Janeiro, no pico do Garrafão pela rota Crazy Muzungus (VI, A2+, em 700m negativos) junto a Marius Bagnati, envolvendo três dias de empreitada.
Em agosto retorna aos Estados Unidos para escalar e preparar-se para seu novo projeto. Em um período de dois meses no Yosemite National Park, Califórnia repete inúmeras rotas em diferentes picos, destacando o El Captán, Sentinel Rock, Royal Arches, Rostrum, North Dome, Catedral Peak, Leanning Tower, atingindo uma dificuldade máxima de 5.12a na graduação americana, se tornando neste mesmo ano, a primeira mulher a atravessar uma hight line (corda-bamba) de 10 metros de comprimento a 300 m do chão no pico Rostrum. Roberta gostava bastante de praticar slack line e tinha uma técnica e facilidade digna de um artista circense.
Em Janeiro de 2002 Roberta retorna à Patagônia para realizar um de seus maiores sonhos, escalar o Fitz Roy (3.341 metros) sendo a primeira mulher brasileira a tentar esta séria e comprometida escalada. Junto ao escalador venezuelano, José Pereyra, repete a rota Afanassief na cara nordeste, sendo a primeira repetição em vinte anos, com uma dificuldade (V+, 7B, A2+ em 1.300 metros de desnível vertical) envolvendo aproximação por gelo e misto atingindo o topo da torre Nordeste ficando a 300 metros do cume, completando 1.350 metros escalados em trinta horas sem parada (ida e volta) até ao campo base.
Repetiu cinco dias depois na mesma montanha, Fitz Roy, a clássica rota Franco Argentina (VI, 7B, A2+), onde ela e Jose tiveram a oportunidade de abrir uma variante de 500 metros por rocha e pouco gelo, seguindo depois os 700 metros de rota tradicional ficando apenas a vinte minutos de caminhada do cume principal, devido a uma grande tempestade de neve. Eles repetiram também a agulha Saint Exupery (2.548 metros) pela difícil rota Chiaro Di Luna (V+, 7C) em 850 metros de verticalidade num tempo de apenas nove horas.
Em 2003, Roberta recebeu uma proposta para experimentar as montanhas de altitude. Ela viajou para Mendoza na Argentina, onde fez uma aclimatação com a escalada da face frontal do Vallecitos (5.500m), uma escalada que foi muito comentada por lá. Depois, ela escalou o Aconcágua (6.962m) pela rota normal até ao cume, no dia 7 de janeiro sem problemas de aclimatação.
Em junho deste ano, ela foi para Espanha encontrar-se a convite da arogonesa Cecilia Buil para realizar o projeto de abrir uma nova via de escalada no maior acantilado do mundo, o Thumbnail, na Groenlândia. Foram quarenta dias de treinamento em escalada e kaiaque na região dos pirineos, pois aproximação para a parede seria feita por kaiaques marinhos, 80 km.
Ao todo foram três meses para execução total do projeto. Roberta e Cecília abriram a rota Hidrofilia (VI, 1620m,7A,A2+, graduação francesa), no Maujit Gorgassasia, sendo a primeira ascenção humana deste cume e a maior rota aberta por mulheres na história do alpinismo mundial. O estilo utilizado foi o tradicional sem proteções fixas. A travessia foi outro fator extremo nesta aventura, percorreram os 80 km em três dias, atravessando a encostas e partes em mar aberto, talvez a maior aventura da vida de Roberta.
Em Janeiro de 2004, ela escala na região da cordilheira Chilena de Cochamó, junto a Karina Filgueiras, Dálio Zippin Neto e Maurício "Tonto" Clauzet, uma região quase selvagem com paredes que oscilam de 500 a 1000 metros de altura. Permaneceram vinte dias na região escalando na Pedra do Gorila e Trinidad Médio. Junto com Karina, realizou a primeira cordada feminina da região.
Em 2005 ela retornou pela quarta vez à Yosemite, desta vez para realizar uma rota de Grade VI (que necessitam de 3 a 5 dias para completá-la). Roberta, junto com Sean, entraram na Lurking Fear no El Capitán onde pegaram uma tempestade a 600 metros do chão. Mesmo com os contratempos, ela escalou a montanha em 15 horas e se tornou a primeira mulher sul-americana a escalar aquela parede de granito em menos de 24 horas.
Com esta grande experiência, Roberta resolveu voltar à Patagônia no ano seguinte para realizar uma primeira ascensão totalmente brasileira no Fitz Roy. Primeiro ela esteve no Frey em Bariloche, onde fez uma aclimatação escalando a Torre Principal pela via variante da Clemenzo, um 6b francês. Esta escalada virou um filme de Mauricio "Tonto" Clauzet que recentemente foi indicado no Festival de Filmes de Montanha de Squamish no Canadá.
Em Chaltén o planejamento não ocorreu como o previsto. O mal tempo deixou a montanha em más condições e o ataque ao Fitz Roy não foi bem sucedido. Com mais um ataque frustrado, Roberta e Sean resolvem escalar de uma só vez os picos Guillaumet (2.593m) e Mermoz (2.754m), que ficam no campo base de Piedra del Fraile. O desafio era atrativo, pois até então somente um casal norte-americano tinha conseguido o feito.
Assim, às 5 horas da manhã do dia 26, a dupla inicia a subida do Guillaumet para alcançar seu topo 3 horas depois. Entre a descida e o trajeto por três picos menores, foram mais cinco horas até a base do Mermoz, que foi vencido numa escalada de 2 horas somente. O retorno ao campo avançado de Piedras Negras se dá à noite e sob nevasca intensa. Com experiência de temporadas anteriores, eles enfrentam o frio, a escuridão e os perigos da montanha, e só vêem as covas às 10 horas da manhã seguinte. Roberta perdeu quatro quilos e foram necessários dois litros de isotônico para hidratá-la e repor os sais minerais. Já no campo base, os dois passam três dias descansando nas barracas.
De volta à El Chaltén, é hora de contabilizar os feitos da Expedição Patagônia. Roberta acabara de vencer o Guillaumet e o Mermoz numa escalada dupla. Resultados que foram comemorados com outros 40 alpinistas do mundo todo durante uma festa no acampamento. Depois de alguns dias para recolher os equipamentos nos campos base, a equipe inicia o retorno ao Brasil no dia 05 de março.
Esta foi a última viagem à Patagônia de Roberta Nunes, o lugar que ela mais gostava. Certa vez ela disse: "A Patagônia é mágica: para arriscar a vida tem que ser algo que te tira do lugar comum. É a oportunidade de viver uma fábula".
A morte da Roberta Nunes foi um grande golpe ao montanhismo brasileiro. Todos foram pegos de surpresa, foi uma perda irreparável!

Quem ainda não ouviu falar em Dan Osman

Dan Osman foi um montanhista que inspirou quem sabe, uma geração através do Master of Stone, que levou ao extremo o conceito adrenalina. Seu nome ficou conhecido depois da seqüência de filmes produzidos por Dean Potter, mas é no filme "Masters of Stone 5" que se consagra mundialmente e finaliza sua carreira. Apaixonado por adrenalina, suas escaladas e atitudes estavam muito longe de ser uma pessoa normal, capaz de subir um paredão vertical em speed free-solo em apenas 4 minutos e 25 segundos, enquanto escaladores normais levam mais de 4 horas para fazer o percurso.
Nos filmes que lotam a internet pode-se ver Dan ousando em grandes escaladas sem equipamento de proteção, saltando entre fendas e agarras impossíveis em botes que colocariam qualquer escalador em sérios apuros mesmo com todo equipamento disponível.
Dan foi o criador do "pêndulo" mais perigoso do mundo da escalada o "Rope Freefalling", este levava Dan a realizar saltos de grandes desfiladeiros seguro apenas por corda dinâmica, no efeito pêndulo, termo conhecido entre os escaladores, que significa o movimento lateral que acontece quando o escalador cai e não está alinhado com as ancoragens abaixo dele. A partir daí, Dan começou a fazer pêndulos cada vez maiores, em pontes e em formações rochosas nos Estados Unidos. Fazia pêndulos de 50, 100, 200 metros.

Algumas pessoas desaprovavam as experiências de Osman, mas outros acompanhavam seu trabalho e estavam ansiosos para experimentar a nova experiência do salto livre com corda dinâmica. Dan realizou mais de 2000 saltos em nove anos para aperfeiçoar sua técnica.
Em meados de 1998, Dan resolveu quebrar o recorde, que já era dele, e fazer um salto de 342 metros, no parque Yosemite, nos EUA. Foram quatro dias preparando o salto, que foi feito com sucesso em 22 de novembro. Um amigo de Dan, o pára-quedista e escalador Miles Daisher também saltou e tudo Ok. Não satisfeito Dan resolveu dar um pouco mais de corda, e saltar de 365 metros. Já era quase noite quando ele resolver forçar o salto. Miles ainda tentou frear o amigo mas Dan estava decidido a saltar, mesmo sabendo que era muita corda, e que ele podia bater no topo da floresta, pinheiros com mais de 45 metros de altura, já que ele passaria abaixo da copa das árvores, ele precisaria de luz para desviar sua rota por entre as arvores.
Dan Osman morreu aos 35 anos no Parque Nacional de Yosemite nos EUA, durante o salto. A corda que sustentava o escalador se rompeu e Dan Osman foi projetado sobre as arvores e depois ao solo, o impacto com ambos veio a matar o escalador. Dan deixou a esposa Nikki Warren e a filha Ema.
Para muitos a causa morte foi o excesso de confiança de Dan no seu sistema de segurança, o tempo de exposição da corda ao tempo e a mesma sendo forçada a seu limite levou o escalador a morte.

5 de mar. de 2009

Equipe BRAZUKAS

Acontecerá neste final de semana, na cidade de Nova Petrópolis (RS), na região de Gramado, a primeira prova válida pelo Circuito Sulbrasileiro de Corrida de Aventura e com pontos válidos também pelo Ranking Nacional da Categoria (RBCA).
A equipe BRAZUKAS estará representanda na categoria Expedição Duplas, fortemente representada pelo Capitão Ricardo Tourinho (ctba) e Adilson Koizumi (lda). A prova contará com as principais equipes do sul do Brasil, que vem atrás desse inédito título, o que elevará o nível.
O Circuito Sulbrasileiro contará ainda com mais duas etapas, uma realizada no Paraná pela Extremaventura na cidade de Prudentópolis e outra em Santa Catarina pela Sulbrasilis, ainda em local a ser definido.
Esta etapa contará com 90km divididos em trekking, mountainbike, canoagem, técnicas verticais, canionismo e orientação.

A prova só não atraiu mais equipes para a disputam, por que no mesmo dia será realizada a Hakka Race, prova ultra rápida, já consagrada no estado de São Paulo.

O próximo desafio da equipe é a Bituin (SC), onde a equipe correrá com o quarteto oficial os 190km da prova.

7 de fev. de 2009

Mountain Bike

Como mais uma variação do ciclismo, o mountain bike-MTB é praticado em trilhas, montanhas ou terrenos acidentados. Para transpor os obstáculos, as bicicletas possuem características e equipamentos especiais como os quadros de bike cruisers, cambios, pneus maiores e freios mais eficientes. Por sua natureza, podemos considerar este esporte como uma espécie de bike off road, que assume diferentes formatos como Cross-Country (prova olímpica), Downhill, Dual Slalom, Uphill, Trip Trail, Cross ou 4X, Prova por Etapas ou Stage Race. Existem provas de maior percurso, como o Iron Blker, com 120 km de extensão, ou de maior duração, como o MTB 12 Horas. Algumas modalidades do mountain bike também são praticadas como lazer como: Downhill, Freeride e o Cicloturismo. Nesta última, os praticantes utilizam a bike para passeios e longas viagens, chegando a viajar pelo mundo, divulgando o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo.

Origens - Em 1905, foi criado o Exército Suíço Ciclístico, de onde saíram atletas de elite como Pascal Richard e Laurent Dufaux. Até hoje, os norte-americanos têm suas brigadas de infantaria e pára-quedistas e investem também em pesquisas para aprimorar o uso militar do equipamento, como a mountain bike da marca Montague Paratrooper, dobrável e de fácil montagem. Nos anos de 1970, o esporte ganhou expressão popular, tendo como referência um grupo de jovens ciclistas que começou a freqüentar as trilhas das montanhas da Califórnia-EUA. Eram basicamente bikers de estrada, que começaram a buscar um novo estilo no ciclismo, uma alternativa às "magrelas" (termo que os praticantes utilizam para denominar as bicicletas do asfalto). As trilhas e estradas de terra acabaram conquistando jovens ávidos por emoções mais fortes que o tradicional ciclismo oferece. Assim, membros do Mount Tamalpais Velo Club, um clube de ciclismo em São Francisco, levavam suas bicicletas de passeio especialmente modificadas (pesando cerca de 23 kg) para o topo das montanhas e apostavam corridas pelas trilhas sinuosas. Essa competição, que recebeu o nome de Repack Downhill, marcou o início do mountain blke competitivo. Em meados da década de 1980, familiarizados com as manobras radicais e os circuitos montados para o Bicicross/BMX, o mountain bike chega ao Brasil com a filosofia de buscar novos caminhos na natureza, seguindo os modelos dos campeonatos norte-americanos. Ainda ofuscados pelos BMXs, alguns atletas começam a percorrer trilhas alternativas e buscar, na natureza, uma outra forma de prática. O movimento atrai a atenção da indústria e empresas como a Caloi e a Monark passam a investirem novos equipamentos e a incentivar os passeios alternativos. Hoje, este esporte é administrado pela Confederação Brasileira de Ciclismo-CBC.

1895 - Fundação da União Ciclística Internacional, na Suíça, entidade que passa a administrar o ciclismo no mundo.

1986 - Despontam os primeiros mountain bikers que migraram do aro 20 (bicicletas utilizadas no bicicross).

1988 - Primeiro campeonato oficial de Mountain Bike realizado no Brasil, o Cruiser das Montanhas em Campos do Jordão-SP.

1989 - Eduardo Ramires conquista o título de campeão mundial de Downhill nos Estados Unidos, único brasileiro que detém este título. Eduardo é idealizador do MTB 12 horas e da Super Copa Reebok.

Década de 1980 - A bicicleta Specialized Stumpjumper foi a primeira a ser produzida em larga escala em 1981. Durante esta década, os ciclistas pedalaram em todos os tipos de terrenos, dos Alpes aos parques das cidades, em competições extra oficiais, apenas como diversão. Neste período, 70% das bicicletas vendidas no mundo eram do tipo "pneu balão".

1990 - O mountain bike foi reconhecido pela União Ciclística Internacional-UCI A cidade de Purgatory, no estado norte americano do Colorado, sediou o primeiro Campeonato Mundial de mountain bike, atraindo um público de 30.000 pessoas. Entre 1994 e 1999 este evento evoluiu e acrescentou uma etapa na Austrália, que sediou também o Campeonato Mundial de 1996.

1991 - Márcio Ravelli-SP foi campeão brasileiro com a bicicleta construída por ele. O acabamento, no quadro da bike, era de massa plástica, os tubos eram de cadeira e mesa conseguidas no ferro velho. Em 1992, venceu 24 das 25 provas de MTB que participou. Em sua carreira, conquistou vários títulos, tornando-se uma referência no esporte. Renata Falzoni, primeira mountain biker brasileira, funda o Night Biker's Club do Brasil, em São Paulo.

1993 - Gilberto Canaan, presidente do Mountain Blke Clube, inicia o maior evento da modalidade da América Latina, o Iron Biker, nas montanhas históricas de Minas Gerais. Atraiu competidores de todo o Brasil e ofereceu a maior premiação do país.

1995 - Edivando de Souza Cruz vence o Pan-Americano Junior e conquista a 11ª colocação no Mundial da Austrália. Marcio Ravelli foi 4º colocado nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata. Renata Falzoni inicia a carreira como consultora e vídeo-repórter de aventura da ESPN-Brasil e foi pioneira no lançamento de programa de televisão do segmento.

1996 - O mountain bike estreou como demonstração nos Jogos Olímpicos de Atlanta e Marcio Ravelli ficou em 26º lugar.

1997 - Adriana Nascimento vence o Pan-Americano de MTB. Um dos grandes nomes da modalidade, a atleta já conquistou oito títulos em Campeonatos Brasileiros de MTB e a 4ª colocação no Mundial Junior, em 1994.

1998 - Para comemorar seu centenário, a empresa Caloi organiza uma exposição itinerante que percorre diversos locais em São Paulo e em algumas capitais brasileiras. Renata Falzoni lidera a comitiva de ciclistas da Campanha Bicicleta Brasil - Pedalar é um Direito - com percurso de Paraty até Brasília, para reivindicar, junto ao Presidente Fernando Henrique Cardoso, o cumprimento do Novo Código de Trânsito Brasileiro. Markolf Berchtold conquista o pentacampeonato brasileiro e o primeiro lugar na categoria Slalom do Cactus Cup. A organização do Iron Biker Brasil e do Iron Bike Itália firmam parceria de intercâmbio. No Brasil, também é realizado o Iron Biker Light, que possibilita a prática de iniciantes.

1999 - Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, Marcio Ravelli fica em 6º lugar. O atleta paradesportivo Alarico Alves de Moura conquista o 3º lugar no Campeonato Brasileiro de MTB Cross

Country - Master C. O Comitê Olímpico Brasileiro concede o Prêmio Brasil Olímpico da Modalidade Mountain Bike à atleta Adriana Nascimento. Nos anos seguintes, outros atletas foram agraciados com esta premiação sendo em 2000, Renato Martins Seabra; em 2001, Marcio Ravelli e em 2002 Jaqueline Mourão.

Década de 1990 - Com a abertura do mercado nacional aos produtos estrangeiros no início desta década, empresas de grande porte entram no país como a Scott, Specialized, Trek, Cannondale, Ritchey, Giant entre outras. A concorrência movimenta o mercado e faz com que muitas empresas invistam em novas tecnologias e processos industriais. Dos materiais, o alumínio é o material mais explorado, tanto para a confecção de quadro como para peças e acessórios, posteriormente substituído pelo titânio.

2000 - O MTB participa do programa dos Jogos Olímpicos de Sydney.

2001 - Na primeira edição do Bike Race Across, participam 60 atletas de 16 estados que percorrem 240km, cruzando o sertão do Piauí e o Parque Nacional de Sete Cidades. Em 2003, este evento foi limitado a 150 participantes, com o percurso de 500km e cruzou a Serra dos Matões, em Teresina-Piauí e o Parque Nacional de Ubajara-Ceará.

2002 - Rick Aliperti foi campeão brasileiro de cross country, primeiro colocado no ranking nacional sub 23 e vice no Pan-Americano sub 23. O World Solo 24 Hours of Adrenalin reuniu cerca de 10 mil participantes. Nos VII Jogos Sul-Americanos-Curitiba, os brasileiros subiram ao pódio: Marcio Ravelli (1º), Edvando Cruz (2º), Odair Pereira (3º) e no feminino, Jaqueline Mourão (1º) e Érika Gramiscelli (2º) Jaqueline é a única atleta a participar do projeto Solidariedade Olímpica, que permite a ela se preparar para as competições no Centro de Treinamento da União Ciclística Intencional, na Suíça. No Pan-Americano de MTB-Chile, destacam-se Márcio Ravelli, Edivando Cruz e Jaqueline Mourão. A primeira etapa da Copa do Mundo de MTB/Cross Country-Espanha, atraiu um público na ordem de 60 mil pessoas. Márcio Ravelli sagrou-se campeão brasileiro pela 8ª vez. Renata Falzoni foi eleita a madrinha do Bike Race Across.

2003 - Markolf Berchtold venceu na categoria downhill, o Campeonato Pan-Americano de MTB-Colômbia e o Campeonato Brasileiro de 4X. Na cidade de Caconde, divisa de SP e MG, aconteceu a 2ª etapa do Super Copa Reebok PowerBar de Mountain Bike, conhecida como Desafio Noturno. Maurício de Souza vence o Bike Race Across. Na categoria Extreme Feminino, Alziane Diógenes vence, pela segunda vez, a campeã brasileira de mountain bike, Adriana Nascimento. Edvando Cruz conquista, com segundo lugar, a primeira medalha da história do Mountain Bike no Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. No Campeonato Mundial de Mountaln Bike (Lugano, Suíça) Jaqueline Mourão ficou em 8º lugar na prova de Maratona que reuniu 1.014 competidores de todo o mundo. Pela primeira vez na história do mountain bike cross-country brasileiro, uma atleta destaca-se entre os Top 10 do ranking Ucl: a atleta Jaqueline Mourão em 7ª colocação. Nas copas Ametur PowerBar Reebok e Caloi de Amadores participam 712 atletas do Brasil e Argentina (Betim-MG). Cerca de 8 mil pessoas compareceram ao Parque de Exposições de Betim.

Situação atual - Nos Campeonatos Brasileiros de cross country estima-se a participação de 200 atletas. O MTB 12 Horas, em 2002, contou com 454 inscritos. A sofisticação dos equipamentos de mountain bike requer um elevado investimento em tecnologia, pesquisas e constantes inovações. Algumas empresas utilizam materiais da indústria aeroespacial na construção de seus componentes, chegando custar até R$17 mil. Na 11ª versão da Eurobike, realizada em 2002 na cidade de Friedrichshafen-Alemanha, foram apresentados os últimos lançamentos das 700 maiores indústrias de ciclopeças de 25 paises. Na 21ª Interbikes/LasVegas-EUA, maior feira de bikes do mundo, no mesmo ano, mais de 1.000 empresas do segmento apresentaram seus produtos a um público de 20 mil pessoas, somente no primeiro dia. Embora sem dados oficiais quanto ao número de praticantes, o esporte vem se popularizando e oferecendo aos amantes do ciclismo mais uma opção como prática esportiva ou de lazer.

4 de fev. de 2009

Currículo para Curso de Iniciação ao Montanhismo

Curso de Iniciação ao Montanhismo

Objetivo: Apresentar ao iniciante o Montanhismo e suas modalidades, bem como os riscos envolvidos, ética ambiental e social, os equipamentos e sua utilização, técnicas de caminhada, e prevenção de acidentes.

Tópicos Importantes:

- O Ambiente de Montanha: meio fisico, biológico e humano, noções de Geologia, Ecologia, e biodiversidade, conceitos de paisagem

- Conservacionismo, educação ambiental, principios de mínimo impacto.

- Riscos envolvidos, objetivos e subjetivos.

- Histórico, local, nacional e no exterior.

- Modalidades e niveis de formação, esportivo e profissional.

- Meteorologia, ventos, nuvens, raios, umidade, variações de pressão, temperatura, radiação, instrumentos de medição.

- Equipamentos, tecidos, vestimentas, calçados, mochilas, sacos de dormir, isolantes, barracas, bivaques, lanterna frontal, bastões, cantis, kit reparos.

- Cozinha em montanha, fogareiros, nutrição.

- Técnicas de progressão, caminhando, preparação, ritmo, descanso, progressão em grupo, não deixar rastros.

- Orientação e Navegação, cartografia, mapas, instrumentos, planejamento, sinalização de trilhas.

- Camping em Montanha, áreas livres e proibidas, mínimo impacto.

- Higiene, saúde, acondicionamento de resíduos, disposição de dejetos.

- Instalação da barraca, o acampamento, bivaques, em grupos, minimizar vestígios.

- Expedições, atividades em grupos e relacionamento pessoal.

- Segurança em montanha, radiocomunicações, noções de socorros urgentes.

- Prevenção e resgate em montanha, planejamento, treinamento, perdido, socorro em montanha, questões juridicas,

Horas aula teóricas:

Práticas: Pelo menos um dia na montanha, sendo aconselhado para uma inciação completa pelo menos um pernoite na montanha. Caso no curso nao tenha o pernoite, este habilitaria participar de uma ativiade guiada da associação de mais de um dia.

Avaliação: teórica e prática.

Certificação: Habilita a praticar o montanhismo seguro, individualmente ou em grupo, não habilita a guiar pessoas ou ministrar instruções.

No certificado deverá constar o conteúdo programático, carga horária mínima, frequência, nota, período de realização, assinatura dos instrutores e representantes legais da associação, emblema da associação promovedora e da Federação credenciadora.