4 de abr. de 2009
Destaques no cenário da escalada
A revista Climbing, em parceria com a Black Diamond, todo ano oferece um prêmio chamado de “Golden Piton Awards” que homenageia os grandes feitos da escalada naquele ano, conheça aqui os eleitos:
ESPORTIVA
Chris Sharma ganhou novamente esta homenagem, após realizar a primeira ascensão da JUMBO LOVE (5.15b), uma via esportiva com mais de 70 metros de extensão num anfiteatro de calcário na remota Clark Mountain, na região leste da Califórnia, após 3 anos de treinamentos específicos, utilizando apenas 14 proteções ao longo da via, se arriscando em quedas gigantescas. Seu treinamento para realizá-la foram longas sessões de resistência em vias de 5.14+ e 5.15- na Espanha, alem é claro de diversas entradas na própria Jumbo Love.
A via começa com aproximadamente 20 metros de um 5.12d, seguido por um negativo muito forte de 35 metros a 45 graus, graduado em 5.14c. Após essa paulada chega-se ao crux bolderístico que dá o grau da via, seguido pelos metros finais de um “facílimo” 5.13+!
Sharma é conhecido por não graduar suas primeiras ascensões e mesmo quando o faz, dificilmente especula por graus mais difíceis. Porém, Sharma passou este último ano na Espanha, e após escalar praticamente todas as linhas mais difíceis do mundo sente-se muito bem referenciado para sugerir o grau de 5.15b, inédito até então.
TRADICIONAL – Beth Roden
Quem imaginaria que aquela menininha de 13 anos despontando nos campeonatos indoor realizaria hoje aos 28, um feito como este. A via Meltdown no parque de Yosemite na Califórnia é uma fenda de 5.14 tão estreita que mal se entala a primeira falange dos dedos.
Roden trabalhou a via por 40 dias entre setembro de 2007 e fevereiro de 2008, lutando contra terríveis tempestades de neve, uma lesão na mão e a terrível dúvida se aquilo seria possível. No entanto sua determinação e paciência do marido e segurador (belayslave) Tommy Caldwell, foram determinantes para que Roden encadenasse a via guiando e sacando as proteções, muitas delas grudadas com silvertape à cadeirinha para que fossem sacadas mais rápidas.
Muito provavelmente é a enfiada de escalada tradicional mais difícil da América do Norte e obviamente permanece sem repetições!
BIG WALL – Tomy Caldwell
Tommy Caldwell iniciou sua jornada nos boulderes e vias esportivas, mas rapidamente identificou-se com as escaladas mais comprometedoras como os Big Walls. Nestes últimos anos Caldwell já “livrou” mais de 12 das principais vias no El Capitan em Yosemite, como a famosa The Nose e Freerider.
Desta vez veio a MAGIC MUSHROOM (5.14a) considerada a via de maior dificuldade constante na parede do El Cap. Caldwell tinha realizado a primeira ascensão em livre apenas 1 mês antes da investida. Desta vez em uma só tacada, e em pouco mais de 20 horas, entre os dias 7 e 8 de junho.
SOLO – Alex Honnold
Gravem bem este nome, pois esse moleque de 23 anos acaba de estabelecer um novo patamar na escalada solo. Honnold já havia solado vias como Astroman 5.11c, Rostrum 5.11C e Moonlight Butress, uma via de 400m em Zion em apenas 83 minutos, e que definitivamente gravaram seu nome na história do montanhismo.
Desta vez seu coração de gelo e mente vagando em algum ponto distante da galáxia, o colocaram no topo da Half Dome Regular Northwest Face, graduada em 5.12a de “apenas” 23 enfiadas! No mais puro estilo: magnésio + sapatilha + IPod.
ESPORTIVA

Chris Sharma ganhou novamente esta homenagem, após realizar a primeira ascensão da JUMBO LOVE (5.15b), uma via esportiva com mais de 70 metros de extensão num anfiteatro de calcário na remota Clark Mountain, na região leste da Califórnia, após 3 anos de treinamentos específicos, utilizando apenas 14 proteções ao longo da via, se arriscando em quedas gigantescas. Seu treinamento para realizá-la foram longas sessões de resistência em vias de 5.14+ e 5.15- na Espanha, alem é claro de diversas entradas na própria Jumbo Love.
A via começa com aproximadamente 20 metros de um 5.12d, seguido por um negativo muito forte de 35 metros a 45 graus, graduado em 5.14c. Após essa paulada chega-se ao crux bolderístico que dá o grau da via, seguido pelos metros finais de um “facílimo” 5.13+!
Sharma é conhecido por não graduar suas primeiras ascensões e mesmo quando o faz, dificilmente especula por graus mais difíceis. Porém, Sharma passou este último ano na Espanha, e após escalar praticamente todas as linhas mais difíceis do mundo sente-se muito bem referenciado para sugerir o grau de 5.15b, inédito até então.
TRADICIONAL – Beth Roden
Quem imaginaria que aquela menininha de 13 anos despontando nos campeonatos indoor realizaria hoje aos 28, um feito como este. A via Meltdown no parque de Yosemite na Califórnia é uma fenda de 5.14 tão estreita que mal se entala a primeira falange dos dedos.
Roden trabalhou a via por 40 dias entre setembro de 2007 e fevereiro de 2008, lutando contra terríveis tempestades de neve, uma lesão na mão e a terrível dúvida se aquilo seria possível. No entanto sua determinação e paciência do marido e segurador (belayslave) Tommy Caldwell, foram determinantes para que Roden encadenasse a via guiando e sacando as proteções, muitas delas grudadas com silvertape à cadeirinha para que fossem sacadas mais rápidas.
Muito provavelmente é a enfiada de escalada tradicional mais difícil da América do Norte e obviamente permanece sem repetições!

BIG WALL – Tomy Caldwell
Tommy Caldwell iniciou sua jornada nos boulderes e vias esportivas, mas rapidamente identificou-se com as escaladas mais comprometedoras como os Big Walls. Nestes últimos anos Caldwell já “livrou” mais de 12 das principais vias no El Capitan em Yosemite, como a famosa The Nose e Freerider.
Desta vez veio a MAGIC MUSHROOM (5.14a) considerada a via de maior dificuldade constante na parede do El Cap. Caldwell tinha realizado a primeira ascensão em livre apenas 1 mês antes da investida. Desta vez em uma só tacada, e em pouco mais de 20 horas, entre os dias 7 e 8 de junho.
SOLO – Alex Honnold
Gravem bem este nome, pois esse moleque de 23 anos acaba de estabelecer um novo patamar na escalada solo. Honnold já havia solado vias como Astroman 5.11c, Rostrum 5.11C e Moonlight Butress, uma via de 400m em Zion em apenas 83 minutos, e que definitivamente gravaram seu nome na história do montanhismo.
Desta vez seu coração de gelo e mente vagando em algum ponto distante da galáxia, o colocaram no topo da Half Dome Regular Northwest Face, graduada em 5.12a de “apenas” 23 enfiadas! No mais puro estilo: magnésio + sapatilha + IPod.
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9ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha
A mostra em 2009 ocorrerá de 27 a 31 de outubro na capital carioca. As inscrições para a Mostra Competitiva da 9ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha receberá ss inscrições até o dia 31 de julho.Podem participar da mostra competitiva curtas e médias-metragens de filmes de natureza, esportes e cultura de montanha, em qualquer formato.
A escolha dos vencedores é realizada por um júri formado por esportistas, fotógrafos e diretores previamente selecionados pela organização do festival. Além do troféu Corcovado, serão fornecidos prêmios de nossos parceiros.
Evento de especial interesse para o público, produtores, fotógrafos e artistas que pensam o cinema como diversão e arte.

A mostra de filmes de montanha é o mais importante festival do segmento no Brasil. Além de exibir filmes atuais e antigos, nacionais e estrangeiros, traz exposição fotográfica, lançamento de livros, exposição de quadros e uma oficina de cinema voltada a produção cinematográfica.
Foto a direita - Cinquentona Gallotti - Filme vencedor da Mostra Competitiva de 2004, eleito pelo júri popular. Apresenta os 50 anos da conquista da Chaminé Galloti, no Pão de Açúcar, na cidade do Rio de Janeiro. Nele, há o depoimento de quatro dos cinco escaladores que participaram da expedição em 1954.
Mostra Internacional de Filmes de Montanha
Local: Cine Odeon BR / Praça Floriano, 7 / Cinelândia / Centro
O regulamento e a ficha de inscrição podem ser acessados em http://www.filmesdemontanha.com.br.
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Faça a sua escalada sempre segura
1. Sempre cheque sua cadeirinha e o encordamento antes de escalar e de seu parceiro, também. Um é responsável pela segurança do outro;2. Prefira o nó oito, que é fácil de fazer e de conferir;
3. Tenha certeza de ambos saberem operar os freios. Escolha um freio que funcione bem na sua corda;
4. Preste muita atenção nos procedimentos de rapel. Muitos acidentes acontecem nesta simples operação. Num rapel, sempre dê um nó no final da corda , toda vez que a mesma não atingir o solo;
5. Sempre use capacete. Ele pode salvar sua vida mesmo numa queda pequena;
6. Tenha certeza se o tamanho da sua corda é suficiente para a via que você vai escalar. Inclusive se ela é suficiente para que você retorne rapelando caso haja algum imprevisto;
7. Leve sempre equipamento suficiente e algo para eventuais emergências, como cordeletes para rapelar em chapeletas ou que possam ser usados para um auto-resgate;
8. Equipamento fixo é sempre duvidoso. Jamais confie em apenas um grampo, que sabe lá quem instalou ou a quanto tempo está na montanha;
9. Bases têm que ser sempre duplas, quando fixas ou quádruplas, e móveis. Evite rotas com paradas simples;
10. Use equipamentos em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade. Cordas, fitas e cadeirinhas ficam velhas por uso ou idade. Ferragens necessitam de cuidados e manutenção;
11. A rocha quebra, teste as agarras. Tome cuidado com blocos que podem se desprender e cair no seu companheiro;
12. Verifique sempre o trajeto por onde sua corda está passando, evitando quinas afiadas que possam cortá-la numa eventual queda;
13. Lanterna, anorake, kit básico de 1°s socorros e rango extra também fazem parte do seu equipamento obrigatório;
14. Lembre-se de que nenhum equipamento sozinho é à prova de falta de atenção. Mantenha-se atento ao que está acontecendo na sua cordada e ao redor;
15. Seja uma pessoa bem informada. Equipamentos, técnicas e procedimentos mudam com o passar dos anos. Mantenha-se atualizado lendo e conversando sobre as técnicas de segurança.
São dicas que todos estão cansados de escutar, mas nunca é demais, apesar da maior parte das falhas numa escalada estar na falta de atenção.
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3 de abr. de 2009
Onde escalar - Pedra do Baú
Um dos mais famosos complexos de escalada do Brasil, a Pedra do Baú está localizada em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira. Sem dúvida, o melhor complexo de escalada do estado de São Paulo, com escaladas para todos os estilos e graduações.Composto pelo Baú, Bauzinho e Ana Chata, na parte mais alta da cidade, com vias de escalada tradicional e artificial a famosas clássicas.
Nas proximidades ainda, para os fãs de escalada esportiva, as famosas Pedra da Divisa e Falésia dos Olhos, além das falésias de São Bento, Quilombo e Quilombinho e ainda a Vista Aérea.
A região oferece uma boa rede de pousadas e hotéis, sendo vizinha da famosa Campos do Jordão. Existem uma série de trilhas e esportes que são praticados na região, como o vôo livre, offroad, mountainbike, trekking, cavalgadas, descidas de rio, entre outras.
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