18 de abr. de 2009

Um pouco de História

No ano de 1941 o pico do Marumbi constava nos mapas como o ponto culminante do Estado do Paraná, com altura mensura de 1800 m., logo reduzida por Reinard Maack para 1547 m e, em 1992, Paulo Krelling fixou-a em 1539 m, metragem obtida pela geodesia satelitar.
Porém, após 1941 o Pico Paraná, descoberto, por Reichard Maack, com 1.965 m., passou a ser o ponto mais elevado do estado.
Sua culminância e situação geográfica próxima às rotas coloniais sempre fascinou e despertou o interesse na sua escalada, que aconteceu em 21 de agosto de 1879, por Joaquim Olímpio de Miranda (1842-1912), mais conhecido por Carmeliano, acompanhado de Bento Manuel de Leão, Antônio Silva e Antônio Messia. Este feito inaugurou o montanhismo esportivo. Até a sua morte, Joaquim conduziu todas as escaladas ao Marumbi.
Em agosto de 1880 é levada a efeito a segunda subida e que mereceu divulgação nos meios de comunicação, cujo texto podemos saborear na Choreographia do Paraná editado por Sebastião Paraná e escrito por um dos participantes da expedição, Antônio Ribeiro de Macedo, e que esclarece a razão da alteração toponímia: "Em honra ao nome do primeiro descobridor, e por analogia ao monte que a mitologia dá como morada dos deuses, demos a este morro o nome de Olimpo".
A freqüência cada vez maior ao pico do Marumbi, motivou que em 1928 o historiador Romário Martins criasse o neologismo Marumbinismo, tornando-se na década de 1950 sinônimo de alpinismo.
A primeira cruz erguida no pico foi por iniciativa do morretense Roberto França, em 1934, ocasião da celebração da primeira missa neste local.
A Estação do Marumbi
Na oportunidade da subida pioneira, ainda não estava concluída a ferrovia o que ocorreu em 05 de Junho de 1885, e aos poucos foram surgindo as estações, de acordo com as necessidades operacionais. A Estação do Marumbi, originalmente chamada de Taquaral, foi construída em madeira no ano de 1913; em 1935 foi elevada a categoria de estação de terceiro grau pela sua importância. O Cel. Durival de Brito com o objetivo de embelezar a ferrovia, autorizou, no ano de 1941, a construção do atual edifício e cuja locação foi motivada por um abaixo-assinado dos marumbinistas pedindo a mudança de lado, uma vez que a primitiva estava posicionada ao oposto da atual. Justificam o pedido: "a fim de que a respectiva plataforma não fique exposta às freqüentes chuvas e ventos e também para que melhor se possa apreciar o panorama mais lindo desse trecho e o majestoso conjunto granítico do nosso Marumbi".
O Parque Estadual
Em 25 de julho de 1986 a Serra do Mar foi toda tombada na sua porção paranaense. No dia 24 de setembro de 1990, através do Decreto n.º 7.300 foi criado o Parque Estadual Pico do Marumbi, e cuja inauguração aconteceu no Dia Mundial do Meio Ambiente fixado Internacionalmente em 05 de Junho.
O Ponto culminante do Conjunto Marumbi foi conquistado em 21/08/1879, por Joaquim Olimpio de Miranda, ficando conhecido por Monte Olimpo ou Pico Marumbi.

Complexo Marumbi

Em plena Floresta Atlântica, o complexo do Marumbi, possui um acesso fácil, podendo ser alcançado de ônibus até Curitiba, e descendo até o Marumbi de trem, curtindo o visual da serra do Mar. O trem parte da estação Rodoferroviária. De carro, poderá seguir pela famosa estrada da Graciosa. Para quem curte um bom trekking aliado a paisagens belas tem um prato cheio próximo ao litoral paranaense.
Oito grandes montes se destacam que podem sr alcançados or algumas trilhas que levam ao cume. A trilha branca te leva direto ao Olimpo, e a partir dali a todas as outras. A trilha é pesada, sempre íngreme, as vezes muito fechada. Por várias vezes você é obrigado a se segurar nos troncos e raízes que cercam a trilha; sem contar as "escadinhas" de aço presas na rocha (vias ferratas), muitas vezes deixando você exposto à mata lá embaixo.
Em compensação, durante todo o trecho, encontram-se riachos, nascentes, enfim, água: pura, gelada, cristalina. Dica: logo nos primeiros minutos de trilha, você cruza com dois rios geladinhos. Não se reprima, tome um banho gostoso, encha seu cantil e experimente beber água corrente.
Se você alcançar o alto do monte Olimpo, poderá contemplar Curitiba e todo o litoral paranaense, Morretes, Antonina e Paranaguá, através do mirante. De lá existem outras trilhas para os outros pontos do Parque, com graus de dificuldade variados, mas todos são bem íngremes e é preciso um bom preparo físico para enfrentá-los.
Para aproveitar melhor a viagem, pode-se completá-la indo a Morretes, uma cidade histórica cerca de 30 minutos de distância do Marumbi. Lá pode-se contemplar a beleza arquitetônica da cidade, fazer um bóia-cross no rio Nhundiaquara e provar o prato típico da cidade: o Barreado, servido por todos os restaurantes locais.
Existem várias vias no Conjunto, a prática da escalada porém, fica restrita aos curtos períodos de estiagem. Além das chuvas freqüentes, os ventos são muito violentos e dificultam muito a ascensão. Outro fator negativo é que para se chegar ao pé da parede, é preciso caminhar cerca de uma hora e meia. Algumas das paredes de lá são o Parque do Lineu (parede do abrolhos), o Paredão Preto, a Terra de Marlboro e outros. A graduação das vias é de 6o. em diante e algumas são feitas em artificial.
A título de curiosidade, abaixo vai a cadeia de picos do Complexo Marumbi:
1. Olimpo - 1.547 metros;
2. Boa Vista - 1.539 metros;
3. Gigante - 1.487 metros;
4. Esfinge - 1.378 metros;
5. Ponta do Tigre - 1.300 metros;
6. Torre dos Sinos - 1.280 metros;
7. Abrolhos - 1.200 metros;
8. Falcãozinho - 1.100 metros;

12 de abr. de 2009

lembre-se

FORÇA, FLEXIBILIDADE, VELOCIDADE, EQUILÍBRIO, RESISTÊNCIA E COORDENAÇÃO. ESSAS SÃO AS CAPACIDADES FÍSICAS DO CORPO HUMANO — VERDADEIRAS FERRAMENTAS QUE, SE APRIMORADAS DURANTE SUAS SESSÕES DE TREINAMENTO, DEIXARÃO VOCÊ PREPARADO PARA O QUE DER E VIER.
Dean Karnazes

11 de abr. de 2009

A montanha

Talvez não haja nada tão maravilhoso e gratificante, quanto chegar ao cume de uma belíssima montanha, depois de percorrer fantásticas trilhas, atravessar rios, contemplar cachoeiras, fauna e flora impressionantes. Ou quem sabe transpor paredões de rocha nua, desafiando-nos a extasiante aventura de vencer, não a montanha (sempre invencível) mas a nós mesmo e nossos medos, aumentando nossos limites e qualidades edificantes.

Escalada Esportiva no Brasil

O começo da escalada esportiva no Brasil foi uma evolução natural, devido às novas tendências da época, no final da década de 70, e se desenvolvendo pelos anos 80, conforme acontecia na Europa e posteriormente nos EUA. Um conceito que ajudou muito o estabelecimento da escalada esportiva por aqui foi a MEPA (máxima eliminação de ponto de apoio), introduzida por alguns escaladores em 1979/80. Entre eles: André Ilha, Alexandre Portela, Dário dos Santos, Geovani Tartari, Sérgio Bruno, Sérgio Poyares e Sérgio Tartari. Com este novo desafio fazíamos as escaladas tradicionais tentando eliminar todos os pontos de apoio. Eram comuns escaladas com graduação média fácil e com trechos difíceis onde os grampos muito próximos permitiam escalar em artificial A0, o que era comum no Brasil e em outros países. Esse era o desafio na época, eliminar o A0 e os escaladores que mais se destacaram foram: André Ilha, Marcelo Braga, Sérgio Poyares e Sérgio Tartari.
Muitas escaladas com graduação de 4/VI tinham os seus lances fortes feitos em A0, onde teoricamente não existia ainda o sétimo grau devido à limitação do sistema de classificação da época. Isto é, existiam lances de sétimo grau mas eles não eram oficialmente reconhecidos. O material também não ajudava porque não existiam calçados como os de hoje, usávamos Conga, Kichute e botas rígidas (para uso em gelo). Também não se conhecia o uso do magnésio para escalar e as “cadeirinhas” geralmente eram maiores e cobriam até os ombros, dificultando os movimentos. Enfim, o material que existia não era o adequado e era muito difícil conseguir os melhores da época que eram importados, mesmo para quem tinha dinheiro.
As escaladas que tinham lances em pequenos trechos negativos, conhecidos como “barriguinhas”, eram as mais temidas e muitas vezes, quando um escalador era convidado para ir a uma escalada nova ele indagava - Tem barriguinha? Se tiver eu não vou! - Vale salientar que as vias novas conquistadas eram entregues aos clubes e tinham inauguração. Escolhido o dia, várias cordadas iam escalar, formando, às vezes, enormes filas que subiam sob Sol quente. Isso era uma tradição devido ao reduzido número de escaladas na época.
Na época existiam pouquíssimos escaladores e todos se conheciam, ao ponto de uma cordada escalando o ‘Lagartão’ pudesse ser reconhecida de longe, porque eram poucos os que tinham condições de subir tal dificuldade técnica.
Depois da maioria das “barriguinhas” das vias clássicas terem sido feitas em livre, resolveu-se então abrir vias com negativos maiores, para aumentar o desafio. Aí entram os ‘Ácidos’ no Morro da Babilônia. Alguns escaladores consideram que o ‘Ácido Lático’ (7a) foi a primeira via esportiva de importância do Brasil, devido à extensão dos lances em declividade negativa. Porém, ela foi conquistada de baixo para cima e todos os lances foram conquistados em livre, após várias tentativas de André Ilha, Marcelo Braga e Marcelo Ramos. De fato, este foi realmente um marco que ajudou muito o estabelecimento da escalada esportiva.
Apesar de ser pequena, que servia como campo escola aos que queriam aprender escalada em A0, a Pedra do Urubu, situada na base do Pão de Açúcar, teve papel relevante, em 1984, o Marcelo Braga fazia tudo em livre com corda de cima, calçando Conga. Muito tempo depois os grampos originais (parafusos de 15 cm) foram removidos e a via foi regrampeada para ser guiada em livre e também foram abertas outras vias. O ‘Urubu Mestre’ (8c) era o grande desafio e teve sua origem também numa via de artificial A0, com dezenas de grampos de meia polegada. Em 1987, Wolfgang Gullich abriu o ‘Southern Confort‘ (10a) e mostrou a distância que separava os escaladores europeus dos brasileiros na época, porque o grau mais difícil escalado por nós, teoricamente, era 8c. Somente seis anos depois a via foi repetida pelo Luiz Carlos Bitencourt (Pita), mas em top hope. A pedra do Urubu, quem diria, se tornou o ponto de reuniões dos primeiros escaladores esportistas ou “falesistas”. Todos se encontravam lá e o Paulo Bastos (Macaco) era o que melhor escalava no local e era também o melhor escalador de boulder do Brasil, tendo sido o primeiro a fazer os dois blocos mais difíceis da época, o ‘Olhos de Fogo’ no Grajaú e o ‘Expressão Corporal’, na Praia Vermelha. Dessa forma, as escaladas esportivas eram praticadas ou na Pedra do Urubu ou nos Ácidos.
Em 1986, o Marcelo Ramos abriu no Morro do São João (Copacabana), o primeiro 8c brasileiro, batizado de ‘Andrômeda’ e teve também significado especial por ter sido a via mais difícil da época (feita em livre). É importante frisar a participação fundamental do Ramos na história da escalada esportiva no Brasil. Além de muitas outras vias conquistada por ele, também foi o inaugurador do ‘Campo Escola 2000’. A primeira via aberta, em 1987, foi a ‘Pedrita’ (8a), mas a conquista foi de forma curiosa porque ele subiu numa árvore fina e colocou dois grampos que serviam de top rope, porque não havia a certeza de que era possível escalar naquela parede, tão negativa. E para fazer a escalada tínhamos que subir pela árvore para colocar a corda. Só depois de muito tempo a via foi totalmente grampeada para ser feita guiando.
A origem do nome Campo Escola 2000 veio de um grupo de pessoas de um clube de excursionismo que caminhava pelo lugar no início dos anos oitenta. Eles pensaram que era impossível escalar naquela parede, talvez só no ano 2000, cerca de vinte anos depois. Na época, a prática de bouldering era restrita aos campo escolas, que eram lugares onde as pessoas aprendiam a escalar ou treinavam, como no Campo Escola do Grajaú, no C.E Pedra Rachada (Cascadura), no C.E. de Itacoatiara (Niterói) etc. Daí o nome, que era uma alusão a um futuro campo escola para o ano 2000.
Depois do Pedrita, o Ramos novamente inovou, porque viu uma linha muito boa por onde poderia passar uma bela escalada, mas o início e o fim eram impossíveis para a época. E já que as pessoas faziam vias artificiais com grampos, ele resolveu colocar algumas agarras de resina. Sabendo do falatório que isso daria, ele batizou de “Estória Sem Fim”. Aos poucos a via foi perdendo as agarras artificiais porque os lances foram sendo feitos sem elas, primeiro pelo Alexandre Portela e muitos anos depois pelo Helmut Becker e, ainda hoje é uma das vias mais difíceis do Brasil (10a). Ironicamente, muitos escaladores foram contra a idéia da remoção das agarras e para resolver o problema, foi feita uma votação entre os escaladores e prevaleceu a boa ética, o Helmut tirou todas as agarras artificiais restantes.
Ao longo do tempo, o Campo Escola 2000 recebeu várias vias novas se tornando a maior referência de vias esportivas no Brasil, se igualando em importância aos Ácidos, que infelizmente caiu no esquecimento por culpa de uma tentativa de reflorestamento mal sucedida, feito na base e por escaladores.
Por volta de 1985, os paranaenses abriram as primeiras vias esportivas no sul, mas não puderam ir muito longe por causa da falta de afloramentos rochosos adequados. O único conhecido era o Anhangava, que foi tão importante para os colegas do Paraná quanto os Ácidos foram para os cariocas. Outro lugar de importância histórica é a Ilha do Mel, por causa da via ‘Porcos com Asa’. Na época existia até uma rivalidade (amistosa), entre os escaladores do Paraná e do Rio de Janeiro, que era realçada durante os primeiros campeonatos realizados no Brasil: Sul Americano de 1989 e 1990, realizados em Curitiba, e os Brasileiros realizados no topo do Pão de Açúcar, de 1990 a 1992. Mas tudo acabava em festa mesmo porque todos se conheciam e havia um respeito mútuo. Nomes como Ronaldo Franzen (Nativo), André Lima, Júlio, Chiquinho, Dálio e Bito, entre outros, não podem ser esquecidos porque foram os precursores da escalada esportiva no Paraná. Ao longo dos anos 90 a evolução do esporte no Estado foi um pouco lenta, mas atualmente o número de escaladores de alto nível no Estado pode ser comparado aos dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
A participação de brasileiros em campeonatos internacionais não é recente, em 87, um grupo de cariocas e paranaenses foi disputar uma competição em Córdoba, Argentina, vencido pelo Marcelo Braga. Na época as competições eram na rocha, inclusive na Europa. Em 89, teve início as primeiras competições em rocha no Brasil, primeiro foi em Vila Velha (PR) e em 93 foi no Rio de Janeiro, na falésia da Lagoa. A maioria das vias eportivas que existem na Lagoa foram ‘fabricadas’ para o evento, com buracos abertos artificialmente para servirem como agarras. Triste exemplo dado pelos franceses e seguido à risca por alguns cariocas que queriam se promover.
Já com o estabelecimento definitivo do estilo escalada esportiva, restava procurar outras áreas onde a rocha daria as condições favoráveis para a abertura de vias e as mais apreciadas são as paredes negativas e com boas agarras. Novas vias foram abertas no início da década de noventa no Morro da Formiga (Petrópolis), no Vale do Bonfim (Petrópolis), em Itacoatiara (Niterói), na falésia da Praia do Pepino, etc. Além do Paraná, foram abertas vias em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, de onde tem surgido atualmente alguns dos melhores escaladores esportivos do país. No final dos anos noventa, o Morro da Pedreira situado na Serra do Cipó se tornou o maior centro de vias esportivas do país, considerando a concentração de vias numa mesma área. O início foi em 1986, quando o André Ilha, a Lúcia Duarte e o André Jack abriram as primeiras vias. Até o final da década de 80 íamos para lá para conquistar vias com material de proteção móvel, abrimos muitas, mais de 100. O André Ilha e o Antônio Magalhães, que abriram a maioria, queriam manter o lugar como um centro de escalada ‘pura’, tradicional. Mas não foi isso que aconteceu. A primeira via esportiva foi o ‘Movimentos Eróticos’ (VIIa), aberta em 1989, mas foi conquistada com material móvel por Antônio Paulo Faria e Lilian White.
Hoje este estilo vem sendo denominado, por alguns, como escalada esportiva tradicional. Depois vieram as vias totalmente grampeadas.
Ao longo dos anos 90 alastrou-se a ‘febre da escalada esportiva’ em vários pontos do país. A escalada tradicional foi quase que colocada de lado, muitas vias caíram no esquecimento e foram poucas as escaladas conquistadas, se comparado ao número de vias esportivas abertas no mesmo período. Era o tempo onde os escaladores andavam com calças de lycra coloridas e apertadas. Quanto mais colorida melhor e algumas eram rosa choque.
Muitos escaladores que tinham uma visão mais global e escalavam de tudo, estavam apreensivos por medo da escalada tradicional desaparecer, o que felizmente não aconteceu. São Paulo se desracou no cenário por causa de alguns bons centros de escalada, principalmente na área da Pedra do Baú, entre outras. É inegável o papel dos muros de escalada em São Paulo na preparação dos escaladores paulistas, onde foram ‘moldados’ alguns dos melhores escaladores do estado e do país, já que não existem ‘falésias’ por perto. Na segunda metade da década de 90, vários novos centros de escalada esportiva foram abertos em vários Estados, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília.
O centro mais recente e que merece destaque é a Barrinha, situado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Aberto no ano 2000, já é referência nacional pela qualidade e quantidade de vias de altíssimo nível. O local conta atualmente com duas vias de IXb, cinco vias entre Xa e Xb, uma de XIa e outras com graus menores. É inquestionável o aumento anual quase que geométrico do número de ‘falesistas’ no Brasil. Nós sabemos o que aconteceu no passado, mas qual será o futuro da escalada esportiva no Brasil? No resto do país continuará a se repetir os mesmos erros que a massificação está causando nas falésias mineiras da Lapinha e do Bauzinho? Como ficam as questões éticas e ambientais? Como resolver o problema da desinformação dos escaladores? Quais serão as novas tendências? Como ficará a ‘briga’ entre escalada esportiva e escalada tradicional esportiva?

Publicado na revista Fator2 números 13 e 14. Antônio Paulo Faria