5 de out. de 2014
Aprendendo a fotografar
As fotos foram tiradas na praça no final da tarde. Fotometradas com ISO fixo 100.
Camera T3i - 51 mm - ISO 100 - F 7,1 - 1/60seg
Mesma configuração mudando apenas lente para 41mm e F 8.
Vou postando as fotos para fazer um comparativo de evolução, ou não.
9 de fev. de 2011
2 de jan. de 2010
À sua Segurança
Você está escalando. Sua corda e seu baudrier são seguros, a ancoragem é à prova de bomba e você se sente seguro. A idéia de uma queda não te preocupa. Porém, toda queda cria uma enorme quantidade de energia. Nós somos criaturas relativamente grandes e a gravidade é uma forçaconsiderável e qualquer pessoa que já tenha segurado uma queda pode confirmar. A força de impacto de uma queda é transmitida através de todo seu sistema de segurança, chegando a atingir o dobro no ponto de ancoragem. Assim, todos os elementos envolvidos no sistema devem sustentar o impacto sem falhar. Muitos escaladores não entendem realmente o conceito de fator de queda, apesar de ser bastante simples.
O fator de queda é a distância da queda dividida pelo comprimento da corda desde o ponto fixo até o escalador que cai. O equipamento está projetado para suportar o fator de queda 2, que é o máximo atingido numa típica queda, onde a distância da uma queda é o dobro do comprimento de corda utilizado. Normalmente um fator de queda 2 pode ocorrer apenas quando o líder da cordada não se utiliza de pontos de proteção e, ao cair, passa do ponto onde está recebendo segurança. A partir do momento que uma proteção é feita, a distância da queda, em função do comprimento da corda, é reduzida e o fator de queda cai abaixo de 2.
O fator de queda é apenas um dos elementos que governam a força de impacto, que ainda é composto pela natureza da corda e o peso do objeto que cai. Então, um dos fatores que pode contribuir na redução da força de impacto é a elasticidade das cordas dinâmicas.
Os sistemas de segurança para escaladas são desenhados ao redor da qualidade de absorção de impacto das cordas dinâmicas, que amortece a queda e reduz a força de impacto e a chance de falha do sistema. A corda dinâmica é desenhada para limitar a força do peso de um escalador (80kg) no pior caso de queda (fator de queda 2) para não mais que 12kN (1200kg). Quanto mais corda utilizada, mais elasticidade para absorver a queda. Por isso uma queda de 4 metros em fator 2 desenvolve aproximadamente a mesma força de impacto que em uma queda de 20 metros, ou seja aproximadamente 9kN (900kg), desde que a corda dinâmica obedeça os padrões da U.I.A.A.. Assim, o aumento da queda e da força de impacto desenvolvida com ela é compensado pelo comprimento de corda disponível que a amortecerá.
As cordas estáticas, tradicionalmente mais usadas em espeleologia e resgates e agora também em rapéis esportivos e mesmo em academias de escalada, são desenhadas minimizar a elasticidade, por isso sua capacidade de absorver impacto é mínima, mas pode ser sentida com mais comprimento de corda. As cordas estáticas não são bem definidas pelos códigos da indústria, como as cordas dinâmicas são, variando em elasticidade de acordo com o fabricante e o país de origem. Quanto menos elasticidade a corda apresentar, maior a força de impacto no conjunto de segurança e também a pessoa presa em sua extremidade. Em uma escalada, uma queda extremamente pequena pode desenvolver força suficiente para ser crítica.
Uma pequena queda de 1,2 metros num cordelete ou numa corda estática, desenvolve 18kN, mais do que suficiente para quebrar o baudrier ou o escalador. Usados para segurança, sem uma corda dinâmica, cordeletes são tão perigosos como cordas estáticas. Uma queda em fator 2 desenvolve força de impacto suficiente para haver risco de falha do cordelete, baudrier e mosquetões, sem mencionar os grandes danos ao esqueleto do escalador. O corpo humano suporta até 12 KN por um curto espaço de tempo sem sérios riscos traumáticos. Aqui vão alguns dos limites de segurança estabelecidos pela U.I.A.A.:
· Ancoragem (pontos de proteção) - 25kN (2500kg)
· Mosquetões - 20kN (2000kg)
· Fitas - 22kN (2200kg)
· Baudrier - 15kN (1500kg)
Numa queda, muita coisa trabalha contra o escalador, e a física é uma delas. No ponto onde a corda retorna, normalmente em um mosquetão, a força da queda é aumentada em aproximadamente 66%, e poderia ser dobrada se não fosse o atrito da corda com o metal. Digamos que máxima força de impacto de 9kN em uma corda dinâmica, a força no mosquetão chega em torno de 15kN. É que a ancoragem seja mesmo a prova de bombas. Caso a matemática fosse aplicada em uma corda estática, o fator de queda 1,9 com sua força de impacto normal de 18kN, torna-se uma força de impacto de 30kN (multiplica-se 18kN por 1,66). Neste caso algum ponto do sistema de segurança falharia.
Sistemas de segurança
Corda
Cadeirinha
Mosquetão
Acessórios
20 de ago. de 2009
BR 135
A BR 135 Ultra faz parte da Copa do Mundo de Corridas de 135 Milhas - "BAD135 World Cup" - uma iniciativa da empresa americana AdventureCorps, promotora da corrida Badwater 135 no Deserto do Vale da Morte na Califórnia - EUA. A Copa do Mundo é formada pelas provas:
Badwater Ultramarathon - Corrida no Deserto
Arrowhead Ultramarathon - Corrida no Gelo
BR 135 Ultramarathon - Corrida nas Montanhas
O campeão no ano passado foi o atleta mineiro Marco Farinazzo, que além de vencer a prova ainda bateu o recorde de Walmir Nunes, considerado o melhor ultramaratonista do mundo. O recorde anterior, de 27h26, ficou dois anos sem ser superado, até que Farinazzo completou os 217 quilômetros em 26h43.
São dois os processos existentes para que você possa correr a Brazil 135 Ultramarathon. Leia os procedimentos abaixo:
1 - Processo de seleção
O seu curriculo será analisado pela “Comissão de Análise de Curriculos” e uma resposta será enviada. Caso aceito, você receberá um e-mail contendo as instruções para fazer a inscrição.
2 - Processo da InscriçãoO email de resposta trará detalhadamente o que deverá ser feito para garantir a sua participacao na Brazil 135 Ultramarathon de 2010.
Período para envio dos curriculos e quantidade de vagas
Atletas com equipe de apoio (60 vagas) - 15 de agosto a 5 de setembro. Você deverá receber uma resposta até 15 de setembro.
Atletas em equipe - revezamento (30 vagas / duplas e trios) - 15 de agosto a 30 de setembro. Você deverá receber uma resposta até 10 de outubro.
13 de jul. de 2009
26 de jun. de 2009
Façam suas apostas
Dia 4 de julho, data que a França comemora a queda da Bastilha será dada a largada, em Mônaco, o 96º Tour de France, que terá 21 etapas e irá até o dia 26. A imprensa e a própria logo do evento vem destacando as voltas às montanhas e a volta ao Monte Ventoux.Destas 21 etapas, 10 são planas, 7 são de montanha, 1 intermediária, 1 de contra-relógio por equipes e 2 individuais. Das etapas de montanha, teremos 20 com categoria 1 e 2, os maiores níveis de escalada do ciclismo profissional e 3 chegadas em montanha, e passará pela espanha, suiça, mônaco e itália.
A maior etapa terá 224km e será de montanha, passando pela espanha.
Todas as 20 equipes do Pro Tour, somente 2 equipes são norte-americanas. o restante européias.
O favoritismo da prova gira em torno de nomes como Cadel Evans (bi-vice-campeão), Alberto Contador (vencedor 2008), seu companheiro de equipe, Lance Armstrong (hepta-campeão).
Em entrevista, Cadel Evans, disse que a Astana é o time mais forte da história do Tour, mas que não é um time imbatível, e ainda afirmou que Contador é favorito, mas já sabe como vencê-lo. Evans disse que não descarta Lance Armstrong na briga pelo título.
No ano passado, Evans sofreu com a CSC de Sastre, Cancellara e os irmãos Schleck. Será que ele aprendeu a lição para enfrentar o “melhor time de história”?
19 de jun. de 2009
Pontos Culminantes do Brasil
A linha de divisa entre uma montanha com múltiplos cumes e outra montanha separada nem sempre é clara. Um modo intuitivo e popular de distinguir as montanhas independentes dos cumes subsidiários é aplicar a definição da proeminência topográfica. Uma consequência é que neste tipo de listagens são omitidos frequentemente os cumes subsidiários que se ligam a outros mais altos por tergos muito altos, e por isso são de baixa proeminência mas grande altitude. Tais cumes incluem-se na lista abaixo, mas não são numerados.É altamente improvável que todas as altitudes dadas estejam corretas até à unidade (metro); de fato, problemas de definição do nível do mar colocam-se quando uma montanha é distante do mar. Diferentes fontes diferem muitas vezes em vários metros, e as altitudes indicadas abaixo podem ser diferentes das de outras fontes de pesquisa. Estas discrepâncias servem para alertar para as eventuais imprecisões nas altitudes indicadas (Wikipédia).
Observe a lista abaixo:
1. Pico da Neblina 2993m. - Planalto das Guianas Guiana/Brasil
2. Pico 31 de Março 2982m. - Planalto das Guianas, Guiana Guiana/Brasil
3. Pico da Bandeira 2892m. Serra do Caparaó/Brasil
4. Sem Nome 2852m. - Serra do Caparaó/Brasil
5. Pico do Calçado 2849m. - Serra do Caparaó/Brasil
6. Sem Nome 2818m. - Serra do Caparaó/Brasil
7. Pedra da Mina 2798m. - Serra da Mantiqueira/Brasil
8. Pico das Agulhas Negras 2.791m. - Serra da Mantiqueira/Brasil
9. Pico do Cristal 2769m. - Serra do Caparaó/Brasil
10. Monte Roraima 2739m. - Serra de Pacaraima/Brasil
Esta lista foi formulada em 2001, onde diversos picos sofreram alteração pelas medições realizadas pelo IBGE e Instituto Militar do Exército.
A maior diferença foi notada na medição da Pedra da Mina, situada na divisa dos estados de Minas e São Paulo, com acréscimo de 28 metros, seguido pelo Pico da Neblina que perdeu 20 metros.
O maior ponto do sul do Brasil é o Pico Paraná, com 1.877m., seguido pelo Caratuva.
6 de jun. de 2009
Escalando em Yosemite
Escalar no Yosemite está para os escaladores, como o Ironman do Hawaii para os triatletas. Para os brasileiros não é diferente. Boa parte dos escaladores de rocha brasileiros sonha algum dia escalar em Yosemite, o famoso parque nacional americano, aquele paraíso que você, com certeza já ouviu falar e vale uma viagem até a Califórnia.
Yosemite é a meca da escalada em rocha, e tem milhares de vias em todos os estilos, incluindo muitas vias clássicas de escalada livre e as big walls mais famosas do mundo. Paredes de rocha com mais de 1000 metros de altura, como a face frontal do El Captain, Half Dome, entre vales incríveis e dezenas de cachoeiras, lagos, trilhas e atrações.
O parque tem duas áreas principais de escalada: Yosemite Valley e Tuolumne Meadows. Em Yosemite Valley, a temporada de escalada vai de Maio a Novembro. Em Tuolumne Meadows, de Junho a Outubro. Julho e Agosto são meses em que o parque fica lotado por causa das férias escolares. Na Primavera, as cachoeiras funcionam a plena potência, alimentadas pelo derretimento da neve. No Outono, várias delas secam. Em Novembro, começa a nevar no parque (o nome Sierra Nevada não foi dado por acaso). Durante o Inverno, a Tioga Road fica interditada e as trilhas só podem ser percorridas com esquis de travessia. Em geral, a previsão do tempo fica afixada nas guarderias e entradas de acampamentos, o que facilita o planejamento das escaladas.
O esquema mais comum é ir de avião até San Francisco e, lá, alugar um carro para ir a Yosemite (umas 5 horas de viagem). Em 1996, gastamos, cada um, US$ 950 com a passagem aérea de São Paulo a Los Angeles (até San Francisco é um pouco mais caro). O aluguel do carro, um Ford Escort, ficou em US$ 750 por quatro semanas, incluindo seguro e impostos (esse valor pode ser dividido em várias pessoas).
Compre um guia rodoviário Rand McNeally, à venda em farmácias, supermercados, livrarias e lojas de equipamento. Vai ser muito útil para achar o caminho nas estradas. Há dois postos de gasolina dentro do parque, um na Tioga Road, perto de Crane Flat, e outro em Yosemite Village. Para saber o preço da entrada no parque (parece que aumentou desde que estivemos lá), consute o site Yosemite Park Information.
As opções de hospedagem em Yosemite vão desde simples cabanas de lona, em Curry Village, até um hotel bastante luxuoso, o Ahwahnee. No entanto, todos esses lugares exigem reserva com muita antecedência. A maioria dos escaladores prefere mesmo acampar no parque. É proibido acampar fora das áreas oficiais de acampamento, que ficam lotadas no verão. As reservas devem ser feitas com antecedência, por meio da empresa Destinet. Paga-se uns US$ 10 - US$ 15 por dia, por área (para até 6 pessoas em duas barracas). Os acampamentos são ótimos - confortáveis, limpos e agradáveis. O único que não aceita reservas é o Sunnyside (Campo 4, para os íntimos). Nele, quem chegar primeiro (de manhã, bem cedo) pega o lugar. Lá, cobra-se por pessoa (US$ 3), e não por área.
O Campo 4 foge um pouco ao padrão dos demais acampamentos. Ele é menos arborizado, mais cheio de gente e, lá, não se pode entrar com o carro. Em compensação, quase todo mundo que acampa lá é montanhista e, é o lugar certo para ficar se você estiver sozinho, em busca de companhia para escalar. Quando estive no parque, não havia lugar em Yosemite Valley. Há um limite de permanência de, no máximo, uma semana em cada acampamento. Os acampamentos de Yosemite Valley permanecem abertos durante todo o ano, mas aqueles localizados em altitudes maiores só funcionam no verão. Em Tuolumne Meadows, quase tudo fecha em Setembro ou, no máximo, no início de Outubro. Portanto, se você pretende escalar lá, planeje com cuidado as datas.
Se você planeja fazer alguma caminhada ou escalada com mais de um dia de duração, vai precisar de uma licença para acampamento selvagem (wilderness permit), que pode ser conseguida no próprio parque ou reservada com antecedência. Para obter mais informações sobre os acampamentos e permits, visite o site do National Park Service.
Em qualquer lugar da Sierra Nevada, tenha muito cuidado com os ursos. Para saber mais sobre isso, leia Encontro com Zé Colméia.
Se você pretende ficar bastante tempo acampado, vale a pena ter alguns luxos como um lampião a benzina, uma barraca espaçosa e um colchonete bem confortável. Aliás, a benzina nos Estados Unidos é baratíssima e pode ser comprada em qualquer loja de material para camping ou nos mercadinhos dos parques.
A comida pode ser comprada em supermercados, em alguma cidade, antes de entrar no parque. Lá dentro, há alguns mercadinhos, mas os preços são mais altos e não há muita variedade. Em lojas de material de montanhismo, é possível encontrar excelente comida de expedição, leve e muito saborosa. Quando você estiver com preguiça de cozinhar, pode recorrer aos vários restaurantes e lanchonetes que existem no parque.
Leve material adequado ao tipo de via que você pretende escalar.
Se você estiver escalando numa única cordada de dois, é melhor usar segurança com corda dupla (duas cordas de 50 m de comprimento por 8,5 ou 9 mm de diâmetro), já que praticamente todos os rapéis em Yosemite exigem duas cordas.
Para as escaladas em bigwall, a lista de equipamento varia muito dependendo da via.
5 de jun. de 2009
Já que o assunto é escalada
ESTILOS E GRADUAÇÃO DE VIAS ESPORTIVAS
Vale a pena lembrar que a evolução tecnológica dos equipamentos de segurança e nível técnico dos escaladores estão proporcionando um estilo de escalada que leva os praticantes a ousar um pouco mais em determinadas áreas ou vias. Esse tipo de escalada com maior grau de exposição é considerado para uns como esportivo tradicional, eu considero como evolução. Uma vez que com menos proteções fixas à rocha temos menor impacto ambiental e uma atividade com menor número de despreparados e consequentemente com menores índices de acidentes (a maioria dos acidentes em escalada em rocha é causado por erros banais e escaladores despreparados técnica e fisicamente, quase sempre iniciantes). As vias de escalada esportiva devem ser seguras o suficiente para o atleta se preocupar apenas com a escalada, a progressão na rocha, mas utilizando sempre as regras de segurança inerentes a qualquer tipo de escalada. Assim o escalador pode ousar mais chegando ao seu limite. Porém como a segurança é subjetiva, uma pessoa pode não se sentir segura até mesmo na via de escalada mais segura que houver e, portanto não ousar um movimento acima. O padrão de segurança deve ser individual e com isso o esporte terá vários estilos de vias e atletas. Vias seguras para escaladores com bom senso. Com tantas opções de vias nos campos escolas, atualmente não faltarão vias extremamente bem protegidas para "você" escalar. Desenvolva seu lado psicológico, físico ou técnico e evolua. Escalada esportiva é um esporte seguro, porém para aqueles que não conhecem seus limites, tudo muda e um detalhe como, por exemplo, desmontar uma via sem atenção pode ser fatal.
- On sight: via encadenada sem nunca antes ter sido escalada pelo escalador e este não obteve nenhum tipo de informação sobre a mesma.
- Flash on sight: via encadenada sem nunca antes ter escalado-a, mas já ter obtido informações suficientes sobre a via a ponto de facilitar a escalada, como ver um outro escalador escalando a via, ou ter obtido informações através de comentários, vídeos ou fotografias dando detalhes sobre as dificuldades da via.
- Red point: encadenada depois de algumas tentativas, mas sem costuras ou peças na parede.
- Pink point: encadenada depois de algumas tentativas, mas com as costuras ou peças já instaladas na parede.
- Free point: via em top rope o mesmo que com corda de cima.
Para graduar a via, segue-se uma regra hierárquica de cadenas (movimentos em cadência). Se um escalador mandou uma via à vista, a graduação sugerida por ele tem maior peso que a sugestão de um escalador que mandou em redpoint.
Um exemplo: Um escalador escalou e encadenou uma via à vista e sugeriu 9a como graduação. A mesma foi realizada de redpoint por outro escalador que a graduou em 8c (portanto mais fácil) Porém, por ter decorado a via tendo feito diversas tentativas, é considerado a sugestão do escalador que a fez à vista. Ou seja, fica valendo a graduação 9a.
Outro ponto é se foi à vista ou não. Um exemplo é do Japonês Yugi Hirayama. Ano passado mandou a White Zombie, 8c francês, em tese, à vista. Foi considerado o primeiro 8c francês encadenado à vista no mundo. Até que vazou a história de que ele já tinha dado segurança a um outro escalador naquela via. Hoje em dia 8c é o máximo grau encadenado à vista. Apesar de muitos já terem conseguido esse feito. Tomás Mrázek da República Checa é considerado o pioneiro nessa proeza. E o Japonês Yugi Hirayama terá que encadenar outro 8c francês à vista para se considerar parte desse seleto grupo de escaladores.
Bom, se 8c é o máximo à vista, como graduar 9a, 9a+, 9b e 9b+? Até onde sei a proposta mais dura hoje em dia é a Chilam Balam 9b+ francês. O único a encadená-la foi Bernabé Fernández, que também a equipou (fixou as proteções na rocha). Ninguém mais conseguiu escalá-la dessa forma. Na verdade acho que ninguém mais ousou tentar.
Como ele propõe essa graduação sem nem mesmo existir o confirmado o 9b?
Atualmente a maior dificuldade é 9a+ consolidado com diversas vias sendo a Realization (ou Biographie, se preferirem), através de Chris Sharma, a mais famosa. Esse assunto é bastante controverso. Já aconteceu diversas vezes no mundo da escalada. Exemplo um pouco mais remoto foi Fred Rouhling ao propor Akira 9b francês. Muitos o desmentiram, outros o criticaram. Há quem diga que agarras foram quebradas para gerar a graduação, mas a Climbing Magazine colocou a mão no fogo pelo francês, confirmando que ele era capaz de escalar tal proposta. O próprio Wolfgang Gullich ao propor Action Direct, 9a gerou controversa. E ele sozinho sobrepujou sua geração por três vezes. E até que alguém mande à vista, vale sim a graduação de quem mandou em redpoint.
Até mesmo o redpoint vem sendo objeto de discussões. Muita gente esqueceu do pink point, e vem considerando o pink e o red a mesma coisa. E com certeza trata-se de estilos distintos.
A graduação é algo difícil. Depende de diversos fatores. O mais importante talvez seja o esforço que o escalador precisou para mandar a via. Algo completamente subjetivo. Essa é a razão de escaladores de calcário tentarem elevar a graduação de vias em granito e vice-versa. Estilos diferentes exigem diferentes condições técnicas e, portanto, diferentes esforços. Escaladores esportivos que praticam em diferentes tipos de rocha têm maiores chances de encadenar vias a vista em rocha ou até mesmo aproveitarem melhor as condiçoes de vias em campeonatos, por exemplo.
O que vale afinal é o consenso. Contudo pra atingi-lo leva-se tempo. Tempo para que mais de um escalador encadene a via, seja à vista ou trabalhada. Uma das propostas é exatamente essa, cada escalador colocar sua opinião sobre a graduação da via e todos terem acesso às sugestões, assim é possível discutir e chegar a um acordo.
Sistema de Graduação
O sistema brasileiro é constituído, em geral, por três partes, ou seja, para classificarmos uma escalada usamos três codificações, como por exemplo: 5° VIsup A1.
A primeira é o grau geral da via, que está presente na maior parte da escalada e leva em conta também o tamanho da via, a distância entre os grampos e outros fatores. Vai do 3° grau (fácil) até o 12° grau (extremamente difícil). Neste exemplo citado, temos uma via de quinto grau.
A segunda parte define o grau do lance chave da via, também conhecido como "crux". Pode aparecer também a abreviação 'sup' (de superior) ou uma letra. Até o sexto grau é utilizado um 'sup' para definir que este lance tem uma dificuldade superior ao grau citado porém ainda inferior ao seguinte. A partir do sétimo, para aumentar a precisão, são utilizadas as letras minúsculas 'a', 'b' e 'c'. No exemplo a via é de quinto grau com lance de sexto sup.
A terceira parte expressa a dificuldade de passagens artificiais da via, que só aparecerão se existirem; grau que varia de A0 até A5 e leva em consideração as proteções, o tipo de rocha, a inclinação da parede e, principalmente, o potencial de queda. Essa classificação é utilizada em todo o Brasil, porém se voce for escalar em outros países, existe uma tabela de equivalência, conforme segue:
Uma das vantagens do sistema brasileiro é a menção do grau geral e do crux da via em separado, ao contrário do que acontece em sistemas como o americano e o francês, que tomam como grau de uma escalada apenas o grau do seu lance mais difícil.
O sistema aqui proposto procura manter esta e outras qualidades deste sistema e ao mesmo tempo acrescentar algumas inovações que o tornem mais atual e eficiente.
Para medir o grau de exposição utilizamos a letra "E", que vai de E1 a E5, que mede o grau de proteção da via; uma via E1 é bem protegida, a exemplo de vias na falésia do anhangava e E5, vias altamente perigosas, como algumas em Salinas - RJ. O fator de exposição é opcional no grau da via, pode-se colocar como omitir. Normalmente, em passadas fáceis, diminui-se as proteções, que se concentram em lances chaves.
Outro grau medido é o de duração da escalada, representado pela letra "D", de 1 a 7, sendo D1, vias de poucas horas a 7, que abrangem expedições dom vários dias de escalada.
Por padrão, utiliza-se em vias de falésias ou esportivas curtas, somente o grau geral da via, e nos boulders, a classificação é feita pela letra "V", sendo o V0 (V-zero) o boulder mais fácil, equivalendo a um sexto sup e V-15 o mais difícil.
Os clubes e escaladores tentam ao máximo uma padronização desta modalidade de graduação, que em termos técnicos, atende as necessidades dos escaladores.
1 de jun. de 2009
Glicemia
A glicemia (do grego γλεῦκος, mosto, por extensão doce) é a concentração de glicose no sangue ou mais precisamente no plasma.Nosso corpo transforma alguns dos carboidratos que comemos em glicose e a glicemia é o nível de glicose presente em nosso sangue. Ou seja, quando comemos muito, nossa glicemia aumenta, ao passo que quando comemos pouco, a mantemos baixa.
Mede-se a glicemia através da confirmação dos sinais e sintomas clássicos da glicemia em jejum (exame de sangue onde são verificadas as taxas de glicose no sangue) e do teste padronizado de tolerância à glicose (TTG). (Wikipedia)
Para provas de endurance como a corrida de aventura, o teste glicêmico é um dos importantes testes a serem feitos, que se traduz de maneira muito importante, pois o nível refletirá em resultados de performance.
Um protocolo foi montado para realizar este teste pelo OUTDOOR PERFORMANCE, sistema de treinamento do Clube de Aventura, para avaliar os atletas. O recordatório alimentar começou 24 horas antes do treino físico, na sexta feira, as 16:00. Neste mesmo dia foi feito a avaliação de percentual de massa corporal.
Com estes resultados em mãos é possível melhorar performance e avaliar a alimentação nas provas.
25 de mai. de 2009
Pedalando com griffe
12 de mai. de 2009
Let´s climb
11 de mai. de 2009
Mínimo impacto
Seguindo algumas regras simples, poderemos ajudam a proteger o meio ambiente.
Abaixo estão alguns Princípios de Conduta Consciente em Ambientes Naturais:
1 - Planejamento é fundamental• Informe-se sobre as condições climáticas.
• Viaje em grupos pequenos, que causam menos impacto.
• Evite viajar para as áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
• Escolha as atividades que vai realizar conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.
2 - Cuide das trilhas, dos locais de acampamento e respeite os animais
• Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas, mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. Se você contorna a parte danificada de um trilha, o estrago se tornará maior no futuro. Não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
• Acampando, evite áreas frágeis. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedra ao acampar.
• Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca.
• Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!
• Não alimente os animais. Eles podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos. Eles também podem adoecer por causa delas.
• Não queime, nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
• Caso não haja banheiros na área, cave um buraco com mais ou menos 15 cm de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação.
3 - Deixe cada coisa em seu lugar
• Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes, etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
• Resista a tentação de levar ‘lembranças’ para casa. Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias.
4 - Seja cortês com outros visitantes
• Evite fazer barulho, ele assusta os animais e outras pessoas não são obrigadas a compartilhar os mesmos gostos que você. Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa ou troque-os por um discman ou MP3 player.
• Deixe os animais domésticos em casa.
• Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.
Meio ambiente e Ética
Apesar da escalada ser um esporte que não é regida por regras formais, existe ética para respeitarmos os conquistadores, os escaladores e o meio ambiente e, é necessário seguirmos um conjunto de princípios, que vêm sendo definidos ao longo de gerações, fundamentados na ética ambiental e no respeito mútuo entre os escaladores. A ética ambiental é definida a partir de atitudes ou utilização de técnicas que ajudam a reduzir ao máximo o impacto da passagem do escalador pela montanha.O respeito entre escaladores, por sua vez, é baseado principalmente no respeito às vias conquistadas, que não devem ser alteradas, e compreendidas como um patrimônio de todos os escaladores, atuais e futuros. devendo dese modo ser preservados os diferentes estilos e concepções de conquista, que fazem da escalada em rocha um esporte tão rico, único e especial.
Com pequenas ressalvas, que variam de clubes de montanha para outros, basicamente a ética no montanhismo é:
1 - Resolva os lances naturais oferecidos pela pedra, não coloque ou cave agarras na rocha. Deixe para criar lances e vias artificiais em muros de escalada indoor.
2 - Não acrescente ou retire grampos em vias de escaladas sem a autorização expressa dos conquistadores. Se uma via foi conquistada bem protegida, com grampeação longa ou com proteções móveis, devemos respeitar estes estilos. É válido lembrar que o escalador deve se preparar para as escaladas que deseja realizar, ao invés de rebaixar a escalada ao seu nível. Se você achar realmente necessárias alterações, converse antes com os conquistadores da via.
3 - Respeite as fendas com possibilidade de proteção usando equipamentos móveis, perfurando a rocha apenas quando realmente necessário;
4 - Respeite a vez de um escalador que tenha chegado primeiro à via de escalada, ultrapassando-o somente se ele assim o permitir;
5 - Escolha a forma de descida que seja menos impactante ao ambiente;
6 - Informe-se de antemão sobre a ética local dos lugares que for visitar, e respeite-a;
7 - Não promova e nem participe de escaladas com um grande número de pessoas. Estas excursões causam grande impacto nas trilhas e vias. Aprecie o aspecto reflexivo e contemplativo do esporte, o que só é possível longe de multidões.
8 - Ajude a manter trilhas e montanhas limpas. Leve sempre o seu lixo de volta.
9 - Preserve a vegetação das paredes rochosas. Não moleste aves e outros animais silvestres que eventualmente encontre durante a escalada. Evite áreas de nidificação de aves nas épocas de reprodução.
10 - Já existem acessos a todas as vias de escaladas. Não abra novas trilhas, nem crie atalhos modificando seus traçados originais.
11 - Um dos grandes problemas que vivemos hoje em dia é a ameaça de bloqueio ou restrição de acesso às áreas de escalada, seja pela urbanização, favelização, grilagem, propriedades privadas ou até por determinações de órgãos públicos. Há fatores que contribuem ainda mais para esta situação se complicar, como a descompostura de escaladores, acidentes, conflitos com proprietários ou mesmo entre escaladores, impacto ambiental e falta de informação dos órgãos públicos. Portanto, é importante preservar os acessos usando de cortesia com os proprietários e a população local, mantendo um bom relacionamento com os órgãos públicos e denunciando atos criminosos contra o meio ambiente, como captura de animais selvagens, uso de armadilhas, caça ilegal, coleta de plantas, incêndios criminosos e desmatamento.
12 - A prestação de socorro ou auxílio está sempre acima das prioridades de uma excursão. A omissão de socorro, é crime previsto no código penal. O auxílio pode ser dado através dos primeiros socorros, quando houver domínio do assunto, ou então pedindo-se ajuda às autoridades públicas, como os bombeiros, por exemplo, cujo telefone é 193;
13 - Sempre pratique e divulgue as técnicas de mínimo impacto.
10 de mai. de 2009
Dean Potter - Slack line
Foi pensando nisso, que Dean Potter, criou um novo estilo de brincadeira, juntando o slack ao base jump. Voce pode assistir na íntegra esta façanha no filme: The Sharp End, da Sender Films.
A sua única proteção nesse slack é o paraquedas.
Ele ainda foi além, escalou uma via de difícil acesso em free solo (video abaixo), com mais de 200 metros, também protegido pelo seu paraquedas.
8 de mai. de 2009
7 de mai. de 2009
A escalada
A escalada é um esporte facinante que da liberdade ao praticante, quebrando barreiras e paradigmas, e, que além de tudo, proporciona prazer e diversão, trabalha os sentidos, força física e principalmente a condição psicológica. Medo, incertezas e riscos estão presentes em cada escalada para serem superados.Qualquer pessoa que pretenda iniciar-se no esporte de escalada tem a obrigação de procurar informar-se a respeito dos riscos nele envolvidos, assim como dos procedimentos de segurança que torna a prática aceitável dentro do padrão do esporte.
A forma mais eficiente para se inteirar dessas informações é sem dúvida passar por um curso de formação. Hoje através do desenvolvimento do esporte e turismo de aventura, começa-se a regularizar muitas atividades. Porém ainda em estágio de sugestões, por isso nem sempre é fácil verificar a competência das instituições e instrutores. Para garantir a qualidade e responsabilidade dos cursos de escalada, procure as federações, associações e clubes de montanhismo.
A escalada em rocha é considerada esporte de risco e a sua prática deve seguir rigorosamente as normas de segurança que regem a atividade. Isso significa não apenas a correta utilização de equipamentos (equipamentos estes adequados a pratica esportiva em questão), mas também com o emprego das técnicas e sistemas de segurança (procedimentos) igualmente adequados, como o ambiente onde se pratica os esportes de escalada representa risco iminente ao homem. Qualquer tipo de negligência ou abuso é uma estupidez que pode acarretar em acidentes que podem ter como conseqüência severos ferimentos ou mesmo a morte.
Nenhuma pessoa deve se guiar por livro, manual, apostila ou qualquer tipo de publicação juntamente com um punhado de equipamentos e rumar para uma montanha ou mesmo para um campo-escola a fim de aplicar conhecimentos adquiridos dessa forma. Não seja irresponsável. A literatura de montanha e artigos especializados, ainda que sirva de base, fonte de informação, consulta e revisões, não dispensam a presença de um instrutor responsável e devidamente qualificado para esta atividade.Seja consciente!





